27 de março de 2018

Música Café Indica: Air Formation

Quando se trata de shoegaze dessa nova geração, o Air Formation é uma das minhas bandas preferidas. Não lembro exatamente em que ano conheci a banda, mas lembro que foi através do disco "Nothing To Wish For (Nothing To Lose)", 2010, um belo trabalho que pude apreciar após ficar encantado com a capa do disco. O destaque desse registro pra mim fica por conta da faixa Stars & Knives, daquelas de fazer o ouvinte chorar.

Esse já era o quarto disco lançado da banda inglesa. De lá pra cá o vocalista Matt Bartram seguiu com seu projeto solo e lançou um ótimo disco em 2016 que acabei indicando aqui. Depois de indicar o trabalho do vocalista chegou a vez da banda. A espera por um novo trabalho durou quase oito quando finalmente lançaram o disco "Near Miss" em Março desse ano.

A arte da capa seguem as texturas abstratas que seu anterior e o vinil é outra lindeza a parte. Verdadeiros caprichos pra serem admirados e adquiridos.


A sonoridade do novo trabalho veio mais uma vez assertiva. Logo nas primeiras faixas dá pra sentir que o grupo optou por algo mais robusto e fervilhante que se aproximasse mais do space rock. O dream-pop, elemento esse parte do Air Formation, se faz presente, ainda que minimamente, conferindo certa suavidade nos arranjos. Os vocais de Bartram colaboram para nos confortar em meio a turbulência sonora. Nesse meio o post-rock surge como um aditivo para tornar a barulheira toda numa viagem, mas tudo muito equilibrado. 



Em toda a sua inteireza, "Near Miss" não sai do prumo. Ele foi produzido para nos entregar aquele som arrebatador e atmosférico. Isso porque a banda soube trabalhar bem em cima das quatro vertentes, shoegaze, post-rock, space-rock e dream-pop, para entregar um disco enxuto e potente. Vale muito a pena conferir!

As minhas faixas preferidas do álbum são: Near Miss, Vanishing Act, A.M. e Clouds Of Orion.


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24 de julho de 2017

Música Café Indica: The Arctic Flow

A nova indicação aqui no blog atende pelo nome de The Arctic Flow, o projeto de um desconhecido homem chamado Brian Hancheck da Carolina do Sul, EUA.

O músico está constantemente produzindo coisa nova e isso já lhe rendeu uma carreira recheada de EPs, sete contabizados no Bandcamp, e dois discos cheios somente. O mais recente chama-se "Umbrella" lançado esse ano em 03 de Junho.

O The Arctic Flow traz pra nós uma sonoridade etérea e caseira baseada no dream-pop ou como seu próprio criador chama tweegaze, uma provável junção de twee pop com shoegaze. Pensando bem faz sentido chamar desse jeito pelo som flutuante que ele produz e pelo tom suave de sua voz que se incorpora bem aos arranjos.



"Umbrella" representa bem isso ao nos entregar músicas que remete a uma brisa refrescante, talvez quase gélida, percorrendo nossos ouvidos com aquele ruidosinho de guitarra no fundo. Confiram as faixas Crashing Waves, Umbrella, Nothing Left e As Long As You're Beside Me.

No Bandcamp encontram-se praticamente todo o material do The Arctic Flow pra ouvir. Não deixe de conferir aqui. Abaixo você escuta o disco "Umbrella" na íntegra.



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19 de abril de 2017

Música Café Indica: Rosemary Baby

Se você é desses, assim como eu, que se anima todo quando uma linha de metais surge no meio da música dando aquele up é bem provável que você goste de conhecer a banda de Portugal, Rosemary Baby.

O grupo natural de Lisboa liderado pelo vocalista Bruno Rosmaninho está na estrada desde 2012 com um EP lançado, The First Time (2013), e o primeiro disco cheio, "Timeless", só chegou esse ano cm 21 de Março.


Cantado todo em inglês, o disco logo de cara nos embala com uma dobradinha indie pop com direito a xilofone que chega a nos lembrar a banda russa Motorama, isso boa parte graças aos vocais de Bruno. O citado conjunto de metais com trombone, trompete e saxofone começam a interagir a partir da terceira faixa, I Can't Breathe, divertida e uma das melhores do disco, espalhando euforia em Two Jerks e Splashes na sequência.

Um jeitão roqueiro aparece na guitarra em Dangerous Imagination em contraste com a melancólica Wondering Clown. O teclado sempre muito participativo é outro atrativo no disco que aponta para uma pegada retrô sem forçar muito a barra.

Sem dúvidas, a Rosemary Baby faz um som divertido que se encaixa dentro daquilo que consideram como "indie rock", mas sem os clichês do estilo.



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10 de março de 2017

Música Café Indica: Tiny Hazard

Depois de um ano com algumas indicações tais como Kadhja Bonet, The Blessed Isles, Matt Bartram e Tiger Waves, vamos começar a seção Música Café Indica desse ano com uma debutante: a Tiny Hazard.

A banda de Brooklyn é um quinteto liderado pela vocalista Alena Spanger que traz na sua voz algumas similaridades com a Joanna Newsom e, a julgar pelo que conhecemos da Joanna, a Alena e companhia tem potencial para prender nossa atenção pelo seu som exótico.


O primeiro registro do grupo é um EP, homônimo, lançado ainda em 2012. O álbum cheio, "Greyland", só chegou em 24 de Fevereiro desse ano. Nele encontramos uma sonoridade que nos remete ao som experimental e psicodélico do Dirty Projectors. Aí temos mais um detalhe que aguça nossa curiosidade de conhecer o grupo.

Texturas e sobreposições sublinham o avant-pop que eles carregam em seu som junto aos vocais improvisados, quase teatrais, de Alena. Quem curte uma sonoridade experimental, mas que ainda soe pop pode gostar da Tiny Hazard.

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31 de outubro de 2016

Música Café Indica: Kadhja Bonet

"Pense em Joanna Newsome encontrando Janelle Monáe." Essa foi a melhor definição que encontrei na Internet sobre a cantora americana Kadhja Bonet, a nova indicação aqui no blog, que estreou esse ano com seu disco "The Visitor" de apenas oito faixas, mas de uma qualidade e tanto!

Kadhja tem como sua principal característica a sensibilidade de criar elos sutis entre sonoridades próximas ou distantes uma da outra, encaixando cada particularidade nos arranjos de forma equilibrada para possibilitar a percepção mais clara de suas inspirações.



Um exemplo disso é a segunda faixa do álbum, Honeycomb, que revela o jeito cauteloso como ela faz um jazz simples se misturar a um tom clássico ao fundo ou como uma linha psicodélica é introduzida no final da faixa-título de forma elegante sem soar um contraste acentuado. O encanto de sua voz vem refletir a essência soul que vem de dentro, mas de timbre amaciado, sem esbravejar um momento sequer, como destaca Gramma Honey.

Sua voz é o núcleo da harmonia entre os sons. A versatilidade com que ela se adequa a cada nota na composição dos arranjos permite uma união de elementos e sensações distintas dentro de um mesmo trabalho sem nos expor ao efeito da mudança. Saindo um pouco do jazz, soul, rnb, ela nos remete a um momento mais clássico no instrumental como Portrait Of Tracy e a última faixa do disco, Francisco.

Pra quem gosta de Joanna Newsome, Björk, Julia Holter, Norah Jones e, quem sabe Solange, deve experimentar ouvir a Kadhja Bonet com perspectiva de que pode encontrar coisa boa e refinada.

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