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Entrevista: Növa



Recentemente a banda piauiense Növa foi uma das indicações aqui no Música Café. Aproveitamos o embalo e conversamos com Rubens Lerneh um dos fundadores da banda que falou um pouco da a banda, próximo trabalho e ainda deu várias dicas de bandas conterrâneas. Se liga aí!

De onde veio esse nome meio estilizado "Növa"? Aproveita o embalo para falar um pouco das referências e sonoridade de vocês.

Quando eu (Rubens Lerneh) e João José decidimos montar a banda, chamamos o Fernando Castelo Branco, que já havia tocado comigo em outra banda (Káfila), e partiu dele a ideia do nome. Meio que uma brincadeira por sermos uma banda "nova" e o desejo de usar trema como o Hüsker Dü, e ter uma pronúncia diferente. Aí eu já começo a entregar um pouco das influências, né? rsrsrs. A gente escuta de tudo, Fernando por exemplo, é quase uma enciclopédia musical, mas na formatação do som da banda entrou o que todo mundo curte muito, e aí tentamos pegar essas influências e criar uma identidade própria, mas sempre havia a presença de uma sonoridade guitar, o shoegaze com uma pegada mais rocker. E todo mundo é muito fã de Sonic Youth, Teenage fanclub, etc.

Vocês começaram como duo e hoje são quatro integrantes. Como a adição de mais dos membros impactou na construção de sonoras de vocês?

Na verdade começamos como quarteto mesmo. Eu e João tivemos a ideia de formar a banda já recrutamos o Fernando Castelo Branco (baixo) e o André Nascimento (bateria). Essa primeira formação foi responsável pela gravação de nossa 1ª demo, em 2004. (Disponível no Bandcamp, com toda nossa discografia). Apesar de alguns elementos de noise/shoegaze, era uma fase mais rocker, com músicas mais rápidas e vocais mais gritados. Mas em Bauhaus Bass, por exemplo, você percebe essa camada de guitarras característica. Acredito que a mudança mais significativa quanto a sonoridade foi com a entrada da Raylanne Leal na outra guitarra. Ela trouxe elementos mais viajantes para a banda, com a ideia de camadas de guitarras mais presentes.



A Növa tá com bastante tempo na estrada e vocês estão com a perscpetiva de lançar o primeiro disco esse ano. O lançamento de alguns EPs foi opcional ou teve entraves que impediram o lançamento de um álbum cheio?

Lançamos uma demo com 8 músicas poucos meses após o início da banda. E a ideia era sempre lançar algo para não ficar sem registros. Então gravamos alguns EPs nesse período e um disco cheio em 2013. As dificuldades são as mesmas de uma banda independente que banca tudo que faz, grana. Sobravam músicas e faltava grana. Em dezembro/2019 fizemos um show de 15 anos que resultou num disco ao vivo - que não havia sido planejado para virar um disco, mas nos surpreendemos com a qualidade do material e resolvemos lançar. Fizemos uma apanhado, com músicas desde a demo de 2004, até com músicas inéditas, que vão ser lançadas num disco novo agora em 2020.

E falando em novo registro como anda processo de criação dele?

O disco novo tem 10 sons e deve ser o disco com mais cara de "Növa", pois toda a produção é nossa. Nem sempre é fácil encontrar alguém que entenda a sua proposta de som e que permita que suas músicas saiam conforme foram pensadas. Acho que será nosso melhor disco. Faltam algumas guitarras e vozes. A previsão era de lançar agora no primeiro semestre, mas com o lançamento do Ao Vivo, resolvemos adiar e trabalhar com calma.

Como anda a cena underground ai no Piauí? Aproveita o espaço para indicar algumas bandas daí.

Teresina é uma cidade muito rica musicalmente. Você encontra banda de todos os estilos e com ótima qualidade. Sempre rolam festivais destacando as bandas que fazem seus trampos, e as próprias bandas se organizam através de coletivos para fazerem shows e eventos. Além de uma produção musical muito forte, com vários ótimos discos lançados. Quem quiser conhecer mais, indico as seguintes bandas: Aero, Alma Roots, Autoclismo, Bia e os Becks, Cianeto HC, Corona Nimbus, Deep Moon, Deguella, Duben, Monte Imerso, People of Importance, Kandover e Ultrópico Solar.



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