3 de outubro de 2019

Entrevista: CAP




Foto: Divulgação | Ana Flávia

O Música Café conversou um pouco com a banda CAP que recentemente lançou dois singles, oquedeu e Morning Rabbits. A fim de conhecermos melhor a banda, eles comentarem sobre a origem do grupo, a sonoridade, desafios e as perspectivas para o futuro. De quebra cada integrante deu algumas dicas de bandas pra gente.

Como surgiu a ideia da CAP?

A banda surgiu faz mais de ano como um projeto idealizado pelo Bruno (vocalista e guitarrista). Por ter várias experiências com projetos musicais e de fato nenhum deles fazer o som que tanto almejava, decidiu iniciar compondo e gravando uma música sozinho (no caso a “Flaked Days”) com clipe e artes já iniciadas pra somente assim apresentar a ideia pra seus amigos que viriam a integrar a banda e modificar o som que ele tanto esperou (risos!). Afinal cada um traz sua bagagem, felizmente por isso a CAP se tornou uma banda autoral com sonoridade, ousamos afirmar, única.

Os singles lançados recentemente deram uma boa ideia do som que vocês fazem....nostálgico até. Os anos 90 é uma inspiração pra vocês? O som reflete aquilo que vocês escutam?

Todos nós gostamos dos anos 90, mas de muita coisa atual também, não nos prendemos muito a um estilo ou época. Tudo que ouvimos acaba refletindo de uma forma ou outra no som, acabamos nos apoiando e exprimindo o que sentimos no dia-a-dia e também no momento de composição, isso nos contempla mais do que algum som em específico.

O cenário independente é promissor ao mesmo tempo que desafiador causando um misto de euforia e ansiedade pelo lançamento do primeiro registro e de como será depois. Como vocês têm lidado com isso?

Com empolgação e pé no chão, nossos planejamentos são consistentes e realistas, assim esperamos. Sabemos como é difícil sair da redoma das amizades (quando se fala em divulgação) e tentamos ao máximo nos esforçar para criar um leve burburinho, ao menos.



E falando em primeiro registro as expectativas para o futuro apontam para o lançamento de um EP ou disco cheio? Como estão os preparativos?

Acreditamos que sim, quem sabe um álbum pra 2020 :) Inicialmente, nossa ideia é testar o que a gente gosta de tocar e lançar, percebendo também o que o público curte vindo da gente. Contabilizando, no fim do ano teremos 4 singles lançados e um total de 7 músicas, visto que em cada lançamento soltamos um single duplo com lado A e o B sendo mais experimental. Os preparativos é de muita correria e bons resultados, é bom demais estar em um grupo que todos se identificam e querem ver a banda crescendo.

Ter um selo apoiando, no caso de vocês a Lobotomia Records, é sempre bom tanto na promoção da banda como no elo que se cria com outras bandas do selo. Quais impactos isso pode ter em vocês?

Isso é verdade. No caso do Lobotomia Records, um selo recém nascido, mas com grande importância na cena, o que nos têm sido muito válido é a parceria de estarem ao nosso lado nessa empreitada, tanto com contatos, shows, artes, enfim, são nossos amigos e nos apoiam. A tour que fizemos em junho foi acompanhada pela outra banda do selo, o Ventilas, e pelo Rafael Augusto, a cabeça pensante do Lobotomia, foi pra lá de especial!

Por último, peço sempre pra deixarem algumas dicas de bandas pra galera ouvir. Deixem aí algumas indicações

Bruno: Devendra Banhart, (Sandy) Alex G, Mac Miller, YMA e Ana Paia
Fernanda: Crime Caqui, Jackie Hayes, Snail Mail e Uiu Lopes
Marcel: Teenage Fanclub, Day Wave, JAWS e Whirr
Tati: Wild Nothing, Mr Twin Sister e Marrakesh
Pedro: Inner Wave, Silversun Pickups, Moxine e Crumb

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