sexta-feira, 24 de maio de 2019

Entrevista: Dario Julio & Os Franciscanos

    maio 24, 2019   No comments

Dario Julio, o Dary, é um músico do Mato Grosso do Sul, nascido em Corumbá, ex Terminal Guadalupe e Lorena Foi Embora. Mais recentemente ele fez parte do excelente tributo ao Belchior chamado "Ainda Somos os Mesmos" e do "Espelho Retrovisor" um tributo aos Engenheiros do Hawaii. Esse ano, ao lado de sua banda denominada Franciscanos, ele lançou seu primeiro disco solo chamado "O Menino Velho da Fronteira" que resenhei ele aqui.

Tive a oportunidade de conversar um pouco com ele sobre a carreira e o disco. Confira abaixo o pequeno papo com Dario Julio.

1. Eu lembro que quando comecei a escutar mais bandas independentes do Brasil, o Terminal Guadalupe era uma das bandas em ascensão nos anos 2000. Sonoramente falando em que se diferencia seu projeto solo do Terminal Guadalupe?

​​A memória afetiva ajuda a explicar as diferenças. No Terminal Guadalupe​, por exemplo, ​havia maior influência​ do rock brasiliense dos anos 1980, especialmente de Plebe Rude, Finis Africae e, claro, Legião Urbana. ​Dario Julio & Os Franciscanos é um projeto que começou com a celebração da obra de Belchior. Foi natural olhar para a década anterior. É aquele som de radinho de pilha que fui buscar. Deu nisso: rock-canção.


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2. Conversando contigo antes você revelou um pouco da dificuldade que foi lançar o disco. Vencendo esses percalços o disco acaba tendo um gostinho mais especial quando lançado não é?! Qual sentimento por trás do primeiro disco mesmo já sendo um "menino velho" na música?

​É o fim de uma jornada pessoal muito dura, com impacto até na minha saúde. Parecia pouco provável retomar a carreira artística em meio a tantas dificuldades no dia a dia. Não há glamour na vida de um artista independente. Depois de tudo, me sinto realizado e feliz. É a minha trajetória, né? Há quem se forje assim, na luta. Portanto, sou como qualquer trabalhador.

3​.​ "​ O Menino Velho da Fronteira" seria um retrato do músico de Corumbá (MS)? As letras das músicas são todas de sua autoria. O que você quis revelar com elas?

E​u queria contar a história de quem foi criado por uma mãe separada, no interior do país, sob a influência de diferentes culturas, como as andinas, embalado pelas músicas que saíam das janelas das casas.

4. O disco me soou bem nostálgico. O rock "das antigas" serviu de inspiração na composição das melodias? Ou suas influências são outras?

​Com certeza. Paul Simon, Cat Stevens, Elton John, Queen, John Lennon, Bob Marley, Pholhas, além de Belchior, Odair José, Guilherme Arantes e Benito Di Paula. É uma playlist de rádio AM de 1973.


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5. Com o avanço do streaming cada vez mais a mídia física tem sido um sonho distante para muitas bandas. É uma pretensão sua lançar o registro em CD e LP?

Se viabilizar financeiramente, claro. Espero que consiga isso ainda neste ano. Por ora, tenho outras prioridades.

6. Por último, como de costume pedimos que indica pra galera um disco nacional e um internacional lançados em 2019 que você curtiu.

E​u indico as canções "Nós Vai Tudo Morrer", do Lemoskine, "Glitter", da Mordida, e "Jamais", de Romann. Música internacional? Quase não ouço, exceto material antigo. Pode ser a versão do La Fúria, "Senta no Shalow Now"?

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