Resenha » Muse - Simulation Theory (2018) | MÚSICA CAFÉ

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Resenha » Muse - Simulation Theory (2018)

| |

Matt Bellamy, Dominic Howard e Chris Wolstenholme devem ter assistido muito filme de ficção cientifica, tipo Blade Runner e De Volta Para o Futuro, para fazerem o oitavo disco da banda, o "Simulation Theory". Pelo menos a capa synthwave e futurística é bem sugestiva.

A busca por algo mais apoteótico já não é de hoje. Desde o "The Resistance" (2009) que o grupo procura colocar em seus discos uma fantasia mais chocante para atrair atenção sabe-se lá de quem. "Simulation Theory" é mais um disco do Muse altamente contestável. O que se observa é uma pretensão gigantesca para entrar no mundo pop avesso ao rock praticado pela banda anos atrás, tipo em Pressure com uma pegada que mais parece uma mistura de The Killers com Maroon 5.

A incidência eletrônica nos arranjos como em Propaganda e Break It On Me saltam aos nossos ouvidos o tempo todo obrigando a gente a repensar se é o mesmo Muse que já fez discos poderosos como o "Showbiz" (1999) e "Absolution" (2003). São esses novos tempos que trazem a "exigência" da inovação que baldeou o Muse. Só pode!



Dizer que o disco não tem um rumo definido é assertivo quando você escuta a baladinha Something Human e pense numa música aleatória inserida ali para completar o disco. Em Thought Contagion as coisas começam a piorar com um coro, falsete, tentativa do Bellamy de virar um rapper tudo isso sem muita harmonia.

Get Up And Fight, o Muse resolve apelar para a melosidade de uma melodia com refrão grudento. A guitarra presente em Blockades chega até a lembrar um pouquinho do passado, mas os synths que englobam a faixa atrapalham um pouco essa ligeira nostalgia. No final do disco em Dig Down e The Void dá pra sentir que o Muse não é mais o mesmo há tempos e isso é triste embora hoje em dia isso seja normal em relação a banda.

Ah, faltou falar das duas faixas que abrem o disco, Algorithm com um synthpop orquestral(?) e The Dark Side que é mais do mesmo no disco.

Nenhum comentário:

Postar um comentário