10 de agosto de 2018

Resenha » Mahmundi - Para Dias Ruins (2018)

Marcela Vale, a Mahmundi, é uma das boas surpresas que surgiu na música brasileira nos últimos anos e o seu primeiro disco cheio de 2016 foi uma boa prova disso. Aqui no Música Café ele foi eleito o melhor disco daquele ano. "Para Dias Ruins" vem dar sequência a carreira da cantora visando manter o up e buscar um alcance ainda maior.

Uma das coisas legais na Mahmundi é sentir como a imagem alegre e divertida dela dialoga com suas músicas. Isso ficou bem exposto na vibe ensolarada do primeiro disco repleto de hits fáceis de cantar com uma fórmula que te deixa feliz em ouvir. Esperar algo menos que isso no novo registro seria estranho.

A começar com Alegria que tem uma onda eletrônica com movimentos suaves ao fundo que nos embala para um ambiente mais chillwave. Tá ainda naquele clima praiano, mas num embalo mais cadenciado como contempla Outono, segunda faixa do álbum. A música negra que vem de Marcela começa a ganhar uma presença maior em Tempo Para Amar com uma batida soul sutil que não chama atenção para si e deixa todo o protagonismo para os vocais de Marcela.



Nesse quesito a cantora procurou ser mais polida priorizando a matéria-prima para valorizar certas referências mais do que focar no efeito da música em si. O conjunto de sons que formam o ritmo de Vibra contracenando com uma guitarra psicodélica mostra também que Mahmundi procurou se reinventar. Esperar por um elementos dançantes no disco é inerente a sonoridade da cantora e caso isso não aparecesse haveria uma lacuna a ser preenchida. Felizmente ela não esqueceu desse detalhe importante. Em Imagem a batida eletrônica com um fórmula pop certeira nos envolve fácil pra dançar.

Quando escutamos As Voltas, sexta faixa do álbum, é difícil imaginar uma Mahmundi mais prendada largando o visual despojado e canções eufóricas para cantar algo mais sofisticado. Por alguns instantes ela faz essa mudança soar bonita e honesta. Logo em seguida o clima praiano volta a tona com Qual é a Sua? com um reggae maroto sendo emulado.

Em outra canção dançante, Felicidade, Mahmundi mostra que sua relação com os sintetizadores vai bem, obrigado. Eu Quero Ser o Mar encerra o disco com outro momento de eloquência cuja melodia refinada, meio jazz, mostra outra faceta explorada pela cantora.

Ah, Mahmundi! "Para Dias Ruins" fez nossa percepção sobre você ser ainda melhor.



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