17 de julho de 2017

Resenha » Jovem Palerosi - Ziyou (2017)

É legal quando conseguimos agregar algo novo ao nosso conhecimento de mundo. Nas andanças por aí nos deparamos com um mar de informações e as filtramos para ampliar nossa experiência de causa enquanto vai surgindo novas possibilidades.

O músico Jovem Palerosi parece entender bem esse processo e seu segundo álbum solo, "Ziyou", traz à tona sua vivência no centro da música eletrônica instrumental e suas experiências sensoriais. 

"Ziyou" vem do chinês que significa Liberdade - é também o nome do bairro onde ele mora em São Paulo - e o espírito livre do músico o permite entrar e sair de suas próprias influências de modo a deixar seu disco equilibrado. A cultura oriental em seu trabalho é um segmento forte que percebemos logo de cara em Ni Hao e Moseley Road, porém ela vai se diluindo de modo a ficar mais sutil durante o disco. É como se Palerosi nos levasse da China ao espaço sideral de uma música pra outra tal como em, 798, Auréolas e Chinateawn.

Os sintetizadores sinestésicos criam ambientações intimistas que contribuem para que o ouvinte sinta sua música de forma mais instrospectiva. As três últimas faixas do álbum, Arpegg Dream, Mercúrio 3.1 e Khayyam trazem essa experiência de um jeito mais étero, flutuante.

Um som com um toque exótico, transcendental e curiosamente bom. "Ziyou" saiu pelo selo Tropical Twista Records de São Paulo.



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