22 de dezembro de 2016

Os Dez Melhores Discos Internacionais de 2016

Mais um ano chega ao fim e o que nos resta é finalizá-lo com as famosas listas de Melhores do ano. Apesar de ter sido um ano de perdas no mundo da música, esse também foi um ano de boas descobertas como Lucy Dacus e SALES, de surpresas como Solange e do supergrupo Minor Victories. Vale citar também certas decepções como M83, Bloc Party e Wild Beasts.

Assim, sem mais delongas, eis aqui pro Música Café os 10 melhores discos internacionais desse ano. A lista com os discos nacionais encontra-se aqui.

10. ANOHNI - HOPELESSNESS
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Anthony Hegarty do Antony And The Johnsons se transformou em ANOHNI e nessa nova fase ela alia sua experiência a um viés eletrônico mais envolvente tal como em 'Drone Bomb Me', '4 Degrees' e 'Watch Me'. Dona de um timbre peculiar, a agora cantora continua mostrando elegância no cantar. "Hopelessness" se destacou por seu conceito artpop e experimental.

09. MITSKI - PUBERTY 2
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"Puberty 2" é com certeza um dos melhores trabalhos que Mitski Miyawaki lançou na carreira de quatro discos. São onze faixas em que o pop se desenrola de maneiras inesperadas podendo se apresentar desde como indie pop na faixa 'Happy' a algo mais ruidoso como noise-pop em 'Your Best American Girl'.

08. CAR SEAT HEADREST - TEENS OF DENIAL
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Em um período em que o indie rock está cada vez mais batido, o Car Seat Headrest fez o indie soar desordenado e barulhento para chamar nossa atenção com seu décimo terceiro disco, "Teens Of Denial". Provido de guitarras sujas que nos remete ao som garageiro, o álbum tem um forte impacto em nossos ouvidos.

07. LAMBCHOP - FLOTUS
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"Flotus" é a abreviação de For Love Often Turns Us Still, o mais recente álbum do Lambchop. Logo de cara, a belíssima faixa que inicia o álbum, 'In Care Of 8675309', aponta para mais uma obra de qualidade assinada por Kurt Wagner e companhia. O grupo criou um disco folk com um sutil apelo eletrônico brilhante.

06. KEVIN MORBY - SINGING SAW
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Kevin Morby pode até ser mais conhecido por tocar no Woods, mas esse ano o baixista levou a melhor sobre a banda no duelo de quem lançou o melhor disco. Singing Saw mistura folk, alt country e indie rock com uma estética lo-fi empolgante. Um bom exemplo disso é faixa 'Dorothy', uma verdadeira baladinha folk-lo-fi-rock.

05. ANGEL OLSEN - MY WOMAN
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"My Woman" é talvez o melhor e o mais acessível disco que a Angel Olsen fez. Nele, a cantora aliou delicadeza e força ao conduzir sua guitarra. Com ela o pop deixou de ser algo meloso e passou a bradar por meio de ruídos. O hit 'Shut Up Kiss Me' foi o carro-chefe do álbum. Outros destaques são: 'Never Be Mine' e 'Not Gonna Kill You'.

04. GET WELL SOON - LOVE
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Konstantin Gropper é o alemão por trás do Get Well Soon que lançou o disco "Love". São onze belas faixas produzindo um folk refinado com traços do chamber-pop que se destacou ainda mais pela voz aveludada do músico. Faixas como 'It's a Tender Maze' e 'It's Love' trazem esse tom mais rebuscado, por exemplo.

03. NICK CAVE AND THE BAD SEEDS - SKELETON TREE
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Se teve um disco que evocou em nós uma carga de tristeza e acentuou nossa sensibilidade, esse foi "Skeleton Tree" do Nick Cave. Em cada faixa foi possível sentir com elas refletiam o estado de espírito do músico. Coberto de um tom melancólico, Cave nos convidou a não só ouvir seu novo disco, mas também a senti-lo.

02. MICHAEL KIWANUKA - LOVE & HATE
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Quatro anos depois de aparecer para o mundo com seu disco de estreia, "Home Again", o inglês Michael Kiwanuka continuou esbanjando seu potencial vocálico em "Love & Hate". Foi possível sentir o soul de raiz em seu timbre e nas melodias de suas músicas. Em seu segundo disco ele conseguiu soar clássico e atual ao mesmo tempo. Sem dúvidas, um belo registro.

 01. OUM SHATT - OUM SHATT
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Cheguei a publicar o disco dos alemães da Oum Shatt aqui comentando um pouco sobre o som da banda. "O som remete a um post-punk minimalista com um linha de baixo e bateria bastante volumosa. Há um pouco de kraut rock no DNA da banda, mas o fator que mais chama a atenção são as "referências arábicas" presentes na obra que confere originalidade no disco." O homônimo é um álbum bastante peculiar com referências clássicas sendo preservadas junto a um tom inovador.

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Ouça abaixo a playlist com dez faixas, uma de cada disco.