15 de setembro de 2015

Resenha » Telekinesis - Ad Infinitum (2015)

Sem se preocupar em fazer um disco nos moldes dos seus primeiros álbuns, Michael Benjamin, o Telekinesis, concebeu seu novo trabalho mediante sua ousadia de fugir de seus próprios princípios pop. In a Future World foi a prévia que mostrou que ele realmente desejava e iria fazer um disco diferente dos já lançados. Se bem que "Dormarion" já apresentava um Michael arriscando mais na pegada roqueira paralelo aos seus preceitos pop.

Daí que dois anos depois, "Ad Infinitum" vem afirmar o compromisso que o músico assumiu consigo mesmo de esquecer o que era bom para respirar ares que já pairavam ali próximo a ele apesar dos riscos.

O começo com Falling Dreams funciona como ponto de partida da empreitada eletrônica envolvendo guitarra e sintetizador do Telekinesis. É essa camada programada que surge como segmento constante que vai se apropriando do disco deixando suas referências pop retraídas. Em Sylvia a nova roupagem ganha visibilidade em contraste com uma guitarra que dá um tom mais profundo a faixa, mas em In a Future World que essa característica fica mais marcante.



O velho Telekinesis em "Ad Infinitum" vive de lapsos e podemos dizer que Courtesy Phone é um deles. Logo em seguida Sleep In coloca o disco no rumo inicial com uma batida mais cadenciada e um tanto sonhadora. Tentando talvez amortecer qualquer efeito de estranheza em nós, mesmo que o mínimo possível, Michael nos faz lembrar do "Dormarion" em Edgewood com riffs surgindo ao fundo deixando a faixa mais substancial. O ritmo ligeiro de It's Not Yr Fault com uma batida meio rave acaba deixando o clima mais dançante emendando com a boa Farmers Road.

Finalizando o registro temos um erro, Ad Infinitum part. 1 e um acerto Ad Infinitum part. 2, que tenta criar um momento mais épico com uma melodia mais melancólica com destaque para o final belíssimo.

Diante de mudanças, seja ela pequena ou grande, você está sujeito a erros e acertos. E isso aconteceu com o Telekinesis em "Ad Infinitum". Talvez falte aquela música mais cara de hit coisa que facilmente encontramos nos três álbuns anteriores. A impressão que dá é que soa um disco de synth-pop caseiro, com a guitarra ainda presente, sem maiores ambições a não ser a de mudança desejada movido por inquietações deixando leves sintomas de saudades.

Nota: 7,5