Resenha » Teen Daze - Morning World (2015) | MÚSICA CAFÉ

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Resenha » Teen Daze - Morning World (2015)

Para o Teen Daze basta um laptop para ele produzir suas músicas e criar uma atmosfera eletrônica e sonhadora que se move em loop. Toda a sua obra está envolvida nesse processo computadorizado. Trabalhos como "My Bedroom Floor", "Glacier" e seu EP "A World Away", lançado no começo do ano, servem como norte para entendermos de onde o Teen Daze extrai seu som. Porém pensando em ir mais além o músico resolveu se reestruturar sem se despregar de algumas ideias em seu novo disco.

"Morning World" mira num rumo que sempre esteve na frente do Teen Daze e que talvez ele optava por não enxergar. É bem verdade que a melodia inicial de Valley Of Gardens, primeira faixa do disco, aponta uma essência já conhecida, no entanto logo em seguida vem aditivos de guitarra fomentar uma outra representação do Teen Daze confirmada na sequência com Pink. É como se ele tivesse colocado uma camada pop criada pela guitarra em cima daquilo que ele fazia e que para isso se encaixar bem só precisasse de alguns reajustes sendo um deles sua voz que agora está presente em todo o registro.



Essa adequação ocorre de maneira rápida e perceptível ao mesmo tempo que não interfere na exposição de sua identidade ou facetas. A faixa-título, Morning World, apresenta essa cordial ligação de forma precisa. Se for necessário falar de uma nova roupagem It Stars At The Water serve para concluirmos que o Teen Daze vestiu a camisa indie pop de vez, no mínimo mais consistente reforçando uma tendência que ele tinha, inconsciente ou não, e que agora passa a usá-la mais plenamente. Sua aura pop trabalha em cima de possibilidades às vezes pautando por um tom mais melancólico como em Post Storm ou por uma pegada mais divertida como a encontrada em Life In The Sea.

O clima etéreo presente na maioria de suas obras é reafirmado em You Said. Com os vocais mais participativos até parece que o próprio Teen Daze se descobriu agora como cantor, de timbre suave pra ser mais exato, se harmonizando bem com a melodia como, por exemplo, em Garden Grove e Along. Já na faixa Infinity o indie rock surge como um reforço imediato nesse norte que o disco toma mesmo que a música aparente ser duas em uma lá na metade. Como se isso tudo fosse um passeio promissor em novos ares, não muito longe de onde ele reside,  que ele tenha gostado de respirar, o Teen Daze no convida para apreciarmos seu piano ecoante aliado aos vocais num relaxamento final com a tranquila Good Night concluindo o disco de forma belíssima.

Em suma Benjamin, o cara do Teen Daze, filtrou bem seus desejos e enxergou um caminho mais objetivo à sua frente que o possibilitou fazer um dos melhores registro, se não o melhor, de sua carreira. 

Nota: 9,2


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