Resenha » Phillip Long - Zeitgeist (2015) | MÚSICA CAFÉ

sábado, 18 de julho de 2015

Resenha » Phillip Long - Zeitgeist (2015)

Sempre quando lança um novo disco o músico mostra o quanto evoluiu, melhorou ou não. Sua identidade é algo que ganha visibilidade a cada disco lançado principalmente quando se tem vários. Para ele é um desafio atrás do outro, pois sempre partirá do pressuposto de soar melhor que antes mesmo que cada disco tenha uma história diferente e que isso signifique, às vezes, encararmos cada um de forma singular. Mas no geral, os discos nos deixam mais exigentes, tornando nossos ouvidos mais apurados com relação ao autor para perceber mudanças, mesmo as sutis, posteriormente.

É como se o disco anterior ao novo fosse um treinamento involuntário para encararmos o que viria logo depois e, nesse caso, "A Blue Waltz" (leia a resenha aqui), oitavo trabalho do Phillip Long, lançado ano passado, cumpriu essa ideia nos encantando naquele momento, mas nos preparando para recebermos seu próximo disco "Zeitgeist" com todo o carinho que ele merece.

A música sempre foi sua maior ambição. Os nove discos provam isso. Mas livre de grandes pretensões, a não ser espalhar sua música. "Zeitgeist" vem confirmar a evolução de Phillip Long primando como sempre pela simplicidade com Daniel, logo no começo, pelo rebuscado, Going With The Wind, e por deixar sua melancolia aspirar ares mais alegres e por extensão um tom romântico com Lake Of Lovers. A guitarra em Softly As A Butterfly deixa a música com uma impressão mais firme e resoluta apontando Phillip sair de sua zona de conforto.



O pop é outra via que o músico usa com mais força dessa vez para maior propagação de sua música e a dobradinha folk-pop em Happiness Comes By Morning e Tired Of Being A Boy de guitarra ensolarada mira esse rumo. Meio que de forma surpreendente, Lullaby Song For Lost Children galga uma psicodelia que parece nos remeter ao passado ligeiramente com Long encontrando novas referências nem que essas sejam momentâneas, especificamente para esse álbum,

Se mostrando um artista desenvolvido, Long acrescenta tons mais belos a sua melancolia como na baladinha You Should't Keep Me Around You, uma das melhores faixas do disco. Uma verdade a ser dita é que a parceria do músico com seu produtor Eduardo Kusdra resultou num disco primoroso cheio de detalhes que emolduram a sensibilidade de Long. Bending and Breaking comprova a excelência que suas músicas vem alcançando mediante um cantor mais flexível. Daí enquanto Moonchild soa uma aposta certeira no indie pop, Kind Woman tenta camuflar um jazz com um piano em sua melodia.

De forma objetiva, "Zeitgeist" engrandece Phillip Long. Um disco atraente, instintivo, inovador para o próprio e prazeroso para nós. Com isso só temos que expressar o que ele sempre diz quando compartilham por seus discos por aí: gratidão.


Nota: 9,0

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