24 de maio de 2015

Resenha » Azure Blue - Beneath The Hill I Smell The Sea (2015)

Sabe aquele som viajante que te leva a um ambiente tranquilo por um caminho de melodias suaves que ecoam durante todo o trajeto, algo parecido com o que faz o The Radio Dept. - aliás, cadê vocês - só que com alguns atalhos que nos levam a passar por territórios próximos ou não para experimentar o que eles oferecem de melhor, te deixando com um gostinho de quero mais antes de partir para seu destino final?!

Essa é uma impressão que temos do novo disco do Azure Blue, "Beneath The Hill I Smell The Sea", nome do projeto do músico sueco Tobias Isaksson que logo de cara injeta em seu dream-pop uma dose emotiva que se propaga nos vocais num dueto apaixonante com Amanda Mair na faixa A Town Like Alice. Daí, Tobias começa a fazer uma mini excursão pelos anos 80's na faixa Every Ending Story, ao lado de César Vidal e The Land Below, trazendo de lá sons da new wave, guitarras e sintetizadores dançantes, aditivos que dão um novo tom e ritmo a fórmula etérea de seu som. 



Isso é, sem dúvidas, uma mistura empolgante e palpável que continua ditando o ritmo do disco como na faixa Reflections Of Light e por um momento surge cadenciada em There Was a Time com uma guitarra ressoando atrás iluminando a faixa da pista em direção a praia na companhia de outra convidada nos vocais, Charly A. Facilmente, Tobias com a ajuda de seu parceiro de estúdio Claes Björklund espelham seus compatriotas The Radio Dept. no clima etéreo que eles conseguem confabular, Beneath The Hill, mas a fusão com batidas eletrônicas e guitarras que retratam a new wave ajudam a deixá-los com uma aparência própria como a bateria e a pegada eletrônica, à la New Order, presente na faixa Tragedy And Changes.

Nesse encontro promovido pelos sintetizadores, unindo períodos e ambientes distintos, Tobias tenta encaixar uma psicodelia em segundo plano em Baby You Are A Star que se torna irrelevante dentro dá essência já construída. Nesse meio é natural que um de seus fatores ganhe mais destaque vez por outra e é isso que acontece com as faixas que encerram o álbum, Atlasmuren, Justice e Sommerlied regidas pela base dream-pop.

"Beneath The Hill I Smell The Sea" finaliza a trilogia que teve "Rule Of Tirths" em 2011 e "Beyond The Dreams There's Infinite Doubt" em 2013. Seu criador, Azure Blue ou Tobias Isaksson, faz brotar em nós uma nostalgia peculiar enquanto flutuamos pelo dream-pop harmonizado com a new wave equalizados em um belíssimo trabalho.

Nota: 9,0

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