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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Resenha » Hail The Ghost - Forsaken (2015)

Se aquele esperado lançamento de uma de suas bandas favoritas te frustrar não saia por aí dizendo que o ano está sendo ou foi uma negação pra música. Mas se este mal persistir em te abater, uma boa solução é sair numa despretensiosa andança em busca daquele disco perdido, valioso em meio a tantos downloads diários, daqueles que causam um efeito positivo e te levam a uma imediata satisfação misturada a uma dose de alívio.

É essa impressão e sentimento que causa o debut da banda irlandesa Hail The Ghost, "Forsaken". Frios e calculistas são termos que servem para definir a relação do trio Kieran O'Reilly, Eamonn Young e Ian Corr com a música onde eles dialogam com a emoção e a razão faixa à faixa com um instrumental bem articulado. A delicadeza da guitarra e a bateria que parece marchar logo na primeira faixa, Nostalgia, anuncia que o grupo elabora um som rebuscado e embelezado pelo piano, mas que não dispensa intensidade na projeção que a música vai tomando.



O grupo consegue infiltrar a impetuosidade da guitarra e baixo em arranjos singelos que dão peso na faixa Colony Of Ants contemplada pelo aparecimento do trompete numa das melhores faixas do disco. Ink & Blood vem mais delineada apontando a harmonia linear no conjunto e em Gabriel o piano vem embalar a melancolia aveludada dos vocais de O'Reilly. O Hail The Ghost tem postura e exige que tenhamos um ouvido apurado para equacionarmos os valores de sua sonoridade que ganha um tom ascendente de post-rock em Headstoned e principalmente em Even Judas.

Até aqui Hail The Ghost já consegue nos encantar e sem intimidar. O que vem em seguida, Lazise, nos sensibiliza com um instrumental que consegue atingir nosso âmago em uma belíssima canção. O timbre grave nos vocais é um dos responsáveis por dar profundidade ao disco que segue mantendo o bom nível com Low Lying Fog e White Heart. No final surge uma dobradinha intimista entre violão e trompete acompanhado de perto pela bateria em Drift que narra a melancolia com em um tom de esperança.

"Forsaken" te faz sair da rotina ao lado de uma banda que faz um som maduro, um tanto sofisticado, e te deixa um grande incentivo para continuar na busca de belos discos como esse.

Nota: 8,5

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