30 de março de 2015

Resenha » Toro y Moi - What For? (2015)

A busca pela consolidação e a evolução às vezes é um longo caminho que nem toda banda/músico consegue alcançar. Perseverança é uma qualidade indispensável nessa empreitada pessoal e à negócios que somada a algum talento pode-se encurtar o percurso até a conquista do objetivo. 

Para o americano Chazwick Bradley Bundick, esses dois alvos citados acima, consolidação e evolução, foram atingidos em cheio com seu novo disco, "What For?" (clique aqui para ouvir o disco), sob o nome de Toro y Moi (ano passado Chazwick lançou seu novo projeto chamado Les Sins lançando o disco "Michael"). Não que o próprio não tivesse reconhecimento pelo seu trabalho com sua chillwave dançante e ensolarada, afinal seu segundo disco, "Underneath The Pine", fez com que as portas se abrissem e sua música fluísse numa proporção bem maior que seu primeiro disco "Causers Of This" e o terceiro "Anything In Return" de 2013. Mas o melhor estaria por vir.

Em "Wait For?", Toro y Moi usou as guitarras com mais volume e eficácia para conferir uma textura mais áspera ao seu som chillwave sem ofendê-lo. Do contrário, criou-se uma afinidade entre guitarra e sintetizador que ficou perceptível logo de cara com What You Want começando o disco nos dando boas expectativas para essa investida maciça. Logo em seguida a assertiva inicial, o cantor nos leva a um momento nostálgico com Buffalo por murmurar um soul de raiz na guitarra em entrelinhas eletrônicas. 



Os riffs e solinhos à la John Frusciante em The Flight soam saudosos e viajantes enquanto os vocais de Chazwick ecoa na faixa. O que vem depois e que acaba deixando o disco mais empolgante é o primeiro single lançado, Empty Nesters, com uma composição eufórica entre sintetizadores e guitarras alcançando um patamar pop mais alto, talvez a canção mais chiclete criada pelo cantor em toda sua carreira. Suas melodias estão repaginadas, assumindo cada vez mais novas propostas, e o piano inserido nos arranjos de Ratcliff aparece para conferir um capricho na faixa antes dele desaparecer no meio do som. 

Cheio de sobreposições o ambiente ensolarado ganha ares psicodélicos com Lilly. Se a consolidação é uma meta desejável o Toro y Moi vai conquistando isso a cada música de "What For?". Em Spell It Out e Half Dome, grooves e uma guitarra elétrica marcam os arranjos cujo apelo pop na medida ajudam a manter o nível empolgante do disco. O pop, aliás, é um segmento recorrente bem pontuado na quase balada Run Baby Run e a psicodelia uma encomenda bem vinda que circunda a áurea de Yeah Right finalizando o disco com chave de ouro.

Repleto de boas músicas e cheio de valores agregados a sonoridade chillwave, "What For?" vem marcar o melhor momento da carreira do Toro y Moi com um disco acessível e construtivo. 

Nota: 9,0


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