7 de dezembro de 2014

Os 10 Melhores Discos Nacionais de 2014

Eis a tão aguardada lista de melhores do ano, um resumo contendo os discos que mais se destacaram ao longo de 2014 em minha opinião. Diferentemente da lista de 2013, onde coloquei alguns discos nacionais em meio a discos internacionais, esses últimos em sua maioria, esse ano resolvi separar as coisas visto que consegui acompanhar uma boa parte dos lançamentos tupiniquins para elencar o que de melhor rolou a nível nacional, que aliás foi um bom ano. Teve muita gente que debutou esse ano demonstrando logo de cara um som maduro e preciso, sem medo de ser feliz. O rock instrumental teve um grande destaque, bem como o folk e os novos representantes da MPB, sem falar do rock com a cara pop.

A lista, como mostra o título do post, é composta de dez discos, mas que poderia facilmente ser de vinte, trinta e, quem sabe, cinquenta discos como foi a primeira lista publicada aqui no blog, Uma lista com no mínimo dez discos é justa. Enfim, sem mais delongas vejam abaixo a lista com o os melhores discos nacionais do ano seguido de um pequeno comentário para cada.


10. Câmera - Mountain Tops
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A banda mineira Câmera foi uma das bandas que lançou seu primeiro disco esse ano, apesar de terem alguns EPs lançados, e acertaram em cheio com seu disco "Mountain Tops" (clique aqui para ouvir o disco). Com elementos que caracterizam um som versátil e intuitivo, o grupo andou pela sutileza do folk, pela densidade do revival post-punk e pela harmonia do rock instrumental agregando sons para fazer um disco bem consistente e eficiente que nos remonta a vários ambientes sempre acompanhados de vocais suaves que nos confortam nessa viagem que é "Mountain Tops".



09. Aurora - Aurora
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Aurora é um projeto que reúne dois sujeitos distintos, mas que encontraram um elo para formarem um duo que deu certo. Bárbara Eugênia se juntou ao guitarrista Fernando Cappi, da banda Hultmold, e juntos lançaram um disco homônimo com um folk em linhas bem dinâmicas. Em outro post comentei a respeito: "A ideia do duo é fomentar um folk que soe como novo sem perder as amarras de algo mais clássico como um lado roqueiro que aparece feito um ilustre convidado em meio aos embalos folkianos criados por eles." Nesse ambiente, Aurora foi um dos destaques.



08. Gauche - Teatro de Serafins
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Vindo da Paraíba, a banda Gauche surpreendeu a todos com seu disco de estreia "Teatro de Serafins" demonstrando um som maduro e coeso bem sustentado num alicerce roqueiro montado com uma estrutura que destaca a psicodelia em performance com o pop. Diante de toda a expectativa que é lançar o primeiro trabalho, os meninos da banda Gauche deram conta do recado com o lançamento de "Teatro de Serafins" deixando uma boa impressão para os próximos discos da banda.



07. Marcelo Perdido - Lenhador
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Marcelo Perdido, outro excelente músico dessa nova safra da música brasileira, iniciou sua carreira solo de maneira belíssima lançando seu disco, "Lenhador". O cantor, ex Hidrocor, trouxe para nós um disco bem afinado, de melodias nobres e canções que nos embalam com facilidade pelos caminhos da MPB com um apelo ao pop e ao folk. Um dos destaques do disco é, sem dúvidas, a faixa Sacolé cantada com Laura Lavieri, a moça que acompanha outro Marcelo, o Jeneci, e também a faixa Merda. "Lenhador" é singelo e honesto.



06. Kalouv - Pluvero
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Como disse no começo do post, o rock instrumental teve seus bons momentos esse ano e a banda pernambucana Kalouv é responsável por um dos belos registros do estilo com seu segundo álbum "Pluvero". Em outro post defini o disco como "dotado de um post-rock vigoroso, algo como uma poesia instrumental cuja as rimas são notas harmônicas, por vezes dissonantes sem soar desajeitado, que não enxerga limites à sua frente." Um disco profundo, que nos imerge em águas turbulentas antes de encontrarmos a calmaria.



05. Phillip Long - A Blue Waltz
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'"A Blue Waltz" carrega uma sensibilidade que Phillip Long exprime em arranjos delicados, minuciosos e versáteis como se cada canção carregasse um sentimento nobre que clama para ser compreendido através da serena voz do cantor." Phillip é um sujeito um tanto melancólico. Seus últimos discos são uma prova disso. "A Blue Waltz" é aquela obra que busca nos sensibilizar com canções cheia de afagos em nossos ouvidos. O cantor faz a música ser sentida e apreciada com louvor em seu novo disco. (Leia a resenha aqui)



04. Banda do Mar - Banda do Mar
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Era previsível que algum dia Marcelo Camelo e Mallu Magalhães se juntassem para formar pelo menos um duo. Ao invés disso, os dois se juntaram ao português Fred Ferreira para formar a Banda do Mar. O primeiro disco da banda, homônimo, trouxe à tona uma experiência inovadora pra eles. Fazer o rock soar radiofônico com uma pegada mais surf rock, sem esquecer de suas características pessoais como músicos, foi a principal encomenda do disco que nos foi entregue com muito prazer.



03. SILVA - Vista Pro Mar
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O SILVA talvez seja aquele artista do meio independente que mais está em ascensão desde seu fabuloso disco "Claridão" até chegarmos em seu tão aguardado segundo disco "Vista Pro Mar" (leia a resenha aqui). A capacidade do músico de lidar com a música pop de maneira inteligente e versátil é inegável. Em "Vista Pro Mar", SILVA procurou a maturidade e continuou com ambição de explorar novos sons "durante 11 canções que validam a música feita por um sujeito que está nos ensinando a gostar do pop nacional de outra maneira." Seu segundo disco trouxe hits que ainda ecoam por aí e reforçam o talento do cantor.



02. ruído/mm - Rasura
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Não resta dúvidas que em se tratando de post-rock (rock instrumental) a nível nacional, a banda ruído/mm é uma das referências. Esse ano o grupo lançou mais uma evidência disso com o belíssimo trabalho intitulado, "Rasura". Conforme comentei outra vez, o disco "vem consolidar a trajetória da banda em fazer um post-rock primoroso daqueles que mexem com a semiótica de nossa imaginação. A comunhão de sons explorados pelo grupo resulta em uma tocante harmonia experimental que pinta paisagens diferentes em nossa mente de utópicas a pitorescas passando por uma viva realidade."



01. Lupe de Lupe - Quarup
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Eis o primeiríssimo lugar! "Quarup" da banda Lupe de Lupe surpreende pela sua heterogeneidade e capacidade de prender nossa atenção ao longo de suas 21 faixas. O som roqueiro e amistoso com alguns sobressaltos ao pop como nas faixas O Arrependimento, Colgate e Ágape aumentaram o brio do grupo que se dispõe a vasculhar artifícios no punk, no noise e no shoegaze para construir a sua identidade musical. Em "Quarup", a Lupe de Lupe nos insere num plano delicado com arranjos envolventes ao mesmo tempo que nos assusta com um som invasivo e cru na segunda parte do disco com nas faixas Jurupari, Querubim e Eu Já Venci. Cada faixa carrega uma essência com a banda prezando a liberdade de fazer escolhas para compor o seu som em desapego a um sistema que regre sua sonoridade. "Quarup" é leve e pesado e a Lupe de Lupe seu ponto de equilíbrio. 

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