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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Resenha » The Magic Numbers - Alias (2014)

Sabe aquela banda que apesar de não ser sua preferida você acaba nutrindo uma estima considerável por ela? Pois é! O The Magic Numbers é uma dessas bandas que te conquista com uma ou duas músicas a cada disco lançado deixando boas lembranças na sua mente e um bocado de saudade para um reencontro.

O princípio dos irmãos Stodarts (Romeo e Michelle) e os Gannons (Sean e Angela) como banda foi marcado pelo pop inocente e divertido bem pontuado em hits como I See You, See Me, Love Me Like You e Forever Lost no debut, selftitle, de 2005. A empolgação pode ter acelerado os passos da banda para o próximo disco, "Those The Brokes", que veio rápido no ano seguinte trazendo uma banda mais comedida arriscando poucas invertidas com os hits ficando a cargo de Take a Chance ser o carro chefe do disco.

Se a boa ventura que o primeiro disco causou apareceu em uma proporção menor no sucessor, em seu terceiro álbum lançado quatro anos depois, 2010, o The Magic Numbers trocou as linhas animadas do indie pop por um som mais refinado e sentimental no disco "The Runaway". Esse intervalo de tempo proporcionou mudanças sutis e significativa na banda. Novamente, depois de quatro anos o The Magic Numbers surpreende agora de maneira mais assertiva com seu quarto disco chamado "Alias".


O disco começa com a faixa Wake Up trazendo a sensação de uma banda com momentos de cautela e de exultação bem divididos na voz de Romeo e nos backing vocals de Angela e Michelle quando acionados. Desde o "The Runaway" o The Magic Numbers vem trabalhando em cima de melodias mais apuradas e em You K(n)ow a banda aspira essa ideia com um elemento clássico, o violino, dando um tom mais elegante no arranjo da música. Se no disco anterior essa tendência já era perceptível agora em "Alias" ela aparece mais polida com o quarteto acertando a mão na formatação da música.

Nesse meio, o pop agora não é mais encarado com aquela inocência e desta vez ele aparece mais imponente com o grupo colocando mais peso nos instrumentos bastando ouvir a pegada mais firme de Out On The Streets para sentir essa variada. Logo em seguida, Shot It The Dark com uma guitarra eletrificada e um refrão pegajoso emplaca um ritmo contagiante no disco sendo uma das principais músicas do álbum que logo em seguida é contemplada por uma baladinha pop certeira, o single Roy Orbison. O The Magic Numbers encontra-se mais destemido com cada integrante dando o seu melhor para fazer um álbum caprichado. Quando Angela Gannon assume os vocais, "Alias" ganha um ar mais charmoso na faixa Thought I Wans't Ready e na dobradinha com Romeo Stodart em E.N.D. ambos se mostram empolgados em cantar com o violino retribuindo a animação dos dois.

Com uma postura mais roqueira em Accidental Song, sem esquecer do viés pop, o The Magic Numbers mostra eficiência na proposta de intensificar as linhas de guitarra, baixo e bateria. Sem precisar perder a identidade e ao mesmo tempo fugindo da redundância, o grupo agrega novos valores ao seu som como mostra Better Than Him e Enough, parte representativa do sobressalto que o grupo deu em sua carreira. Para finalizar o disco, Black Rose impõe uma melancolia densa que termina com o lirismo vocálico da Angela Gannon.

Em "Alias" o The Magic Numbers consolida sua carreira com o disco conciso e empolgante reunindo as principais características de seus anteriores discos em um só dando a elas um novo expoente.

Nota: 9,0

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