16 de abril de 2014

Resenha » Fireflies - In Dreams (2014)

Muitas vezes não é o nome da banda desconhecida que move você a dar uma chance a ela para ouvir o seu material. Às vezes as tags que giram entorno daquela aparente novidade que também apontam o seu gosto musical dão um incentivo significativo para você seguir adiante e entrar num lugar já conhecido, mas com algumas caras novas. Quando não é nem um dos dois fatores que causam essa motivação, a capa do disco aparece como cartão de visita com toda sua linguagem semiótica para nos induzir a ouvir o som por trás de uma artwork interessante e criativa. Claro que, o que vêm depois de alguns cliques, pode confirmar a surpresa momentânea ou te levar a mais uma frustração.

Depois de olhar nome e referências, foi a ilustração na capa do disco "In Dreams" do Fireflies que me fez conhecer o som desse talentoso músico americano de nome Lisle. A arte do disco te remete ao mundo fantasioso do Spike Jonze no filme "Onde Vivem Os Monstros" onde um casal de traços simples aparece ao lado de duas feras em uma paisagem pintada em tons pastéis refletindo com delicadeza o som que haveria de ser descoberto por trás de uma simpática capa.


O indie pop e o dream-pop são caminhos paralelos que se cruzam vez por outra em algumas bandas, mas para o Fireflies eles são inseparáveis e juntos te trazem aquele feeling good. A encantadora entrada com o piano em Everything Is Ending anuncia essa sublime união que dura o tempo todo no disco sem deixar um vestígio enjoativo durante a audição. O Fireflies faz uso do teclado e sintetizadores para criar um ambiente harmonioso de melodias pop que carregam um efeito reconfortante nos vocais enevoados e nos arranjos compostos por notas que exprimem inocência e leveza.

As doses de jangle-pop expressas por uma guitarra cintilante elevam o teor pop e equilibram o nível adocicado do disco que apresenta momentos brilhantes como a contagiante A Chance Someday, uma verdadeira convenção pop com um final adorável, e a impregnante Fourth Of July contendo o tom melancólico e charmoso da escaleta. É em seu playground instrumental que o Fireflies brinca de juntar piano e xilofone encontrando tons que adornam o disco fazendo-o soar belo e divertido.

Nota: 8,5


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