3 de abril de 2014

Lançamentos » Band Of Skulls, S. Carey e Manchester Orchestra

O Band Of Skulls sempre tem algo poderoso a dizer em seus discos. Em seu terceiro disco, "Himalayan", sua disposição roqueira faz com que o grupo crie um ponto de partida com acessos ao garage rock, blues e indie rock, as vezes isolando um desses quesitos para deixá-lo em exposição por um tempo determinado, propositalmente, sempre com outra música de prontidão na sequência para aguentar o tranco da anterior sem esmorecimentos.

A banda formada por Russell Marsden (guitarra e vocais), Emma Richardson (baixo e vocais) e Matt Hayward (bateria) fez um disco bem organizado extraindo das matérias-primas o suficiente para preencher o álbum com canções que representam bem suas raízes sem exigir delas um impulso além do normal pra atingirem níveis mais altos fora do seu senso comum. Com guitarras potencializadas, baixo e bateria criando um clima favorável para concentrar a energia que a banda emite, "Himalayan" consegue ser impetuoso e disciplinado ao mesmo tempo.

Ouça as faixas: Himalayan, Cold Sweat, I Feel Like Ten Men Nine Dead & One Dying e Heaven's Key.



Sean Carey, ou S. Carey é conhecido por ser baterista do Bon Iver, o que lhe garante certa credibilidade, mas que não depende somente disso para ganhar uma notoriedade particular. O músico em carreira solo lança seu segundo disco chamado "Range Of Light" com um folk requintado contendo traços influentes do seu trabalho junto ao Justin Vernon, mas com um ensejo pessoal de fazer algo mais introspectivo, sossegado, encontrando meios valiosos como piano, violino e cello para incrementar a comunhão do folk com a música ambiente - até fazer um esboço singelo do dream-pop num raro momento do registro no final da faixa Alpenglow - em um dos melhores discos do estilo já lançados nesse ano. 

Ouça as faixas: Crown The Pines, Fire-Scene, Radiant, Alpenglow e Fleeting Light.



Para aqueles que gostam do indie rock mais robusto, íntegro, com uma camada impenetrável quanto à permitir que características de estilos vizinhos invadam e reconfigurem sua programação, o quarto disco do Manchester Orchestra surge como uma boa pedida. "Cope" segue uma linha uniforme com o indie rock bem codificado e fervoroso, de canções emendadas uma na outra, com o grupo americano não demorando muito para deixar o seu recado sem precisar dar voltas e arriscar algo novo, mas também sem transparecer algo genérico dentro do seu conceito. O Manchester Orchestra consegue fazer a lição de casa em seu novo disco com guitarras explosivas e vocais agressivos com a ideia de fazer o que estão acostumados, mas que continue dando pro gasto.

Ouça as faixas: Top Notch, Choose You e Every Stone.

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