10 de março de 2014

Resenha » Elbow - The Take Off And Landing Of Everything (2014)

O Elbow é uma banda que com o passar do tempo vem mostrando sua longevidade e sua capacidade de construir um disco com qualidade mesmo que isso não signifique que seja um disco melhor que o outro na ordem de lançamentos. O fato importante em seus trabalhos é que eles nunca nos deixam viver das recordações dos álbuns anteriores, ainda que esses tenham seu valor próprio, sempre nos encorajando a ouvir a singularidade de um novo trabalho e a descobrir os detalhes que permeia nas novas músicas. O Elbow nos leva a sermos investigativos aceitando o desafio de ouvi-los e analisá-los com frieza em mais um processo concluído.

Com seu sexto álbum de estúdio, The Take Off And Landing Of Everything, toda a nossa atenção é recomendada para descobrir o mais novo e requintado trabalho do Elbow. Ao longo do 7min de This Blue World nós absorvermos uma melancolia refinada com Guy Garvey rastejando sua voz em um plano delicado apresentando picos de esperança em sua conclusão. Bem mais destemida, Charge, aparece para não deixar a melancolia correr solta e dar um motivo mais abalizado para continuar nossa mobilização no decorrer do disco. Algo que em Fly Boy Blue / Lunette o Elbow aguça nossa curiosidade em fazer duas canções distintas em uma só sendo, a primeira parte marcada pela voz robotizada do Garvey e guitarras febris quebrando o gelo e a outra parte um momento mais reflexivo da banda. É notório o contraste que há na(s) música(s).


A belíssima New York Morning vem logo em seguida nos tirar desse conflito de identidades para jogar em nossa imaginação uma manha ensolarada e vibrante algo que designa bem a capacidade do Elbow de mexer com nossa introspecção de uma maneira bem sutil. E é com sutilezas que (Real Life) Angel cria um clima de fim de tarde com a banda esbanjando seu lado mais pomposo antes da introvertida Honey Sun.

O Elbow nunca segue um estilo predefinido, limitado, e música por música sempre há um desejo pela surpresa, pelo detalhe ou característica relevante que realce nosso interesse pelo disco e na singela My Sad Captains o instrumental rebuscado se harmonizando com a serenidade dos vocais dá uma cara enobrecida no disco cumprindo essa missão. Diante de tanta riqueza o Elbow também sabe fazer o simples soar bonito tal como em Colour Fields com uma bateria amaciada e uma guitarra dedilhada. A faixa título do disco, The Take Off And Landing Of Everything, dá uma mexida no conjunto da obra com guitarras mais calibradas, soando mais integras, causando um rebuliço enquanto o piano trata de dar um charme na música.

O Elbow faz a melancolia soar elegante em The Blanket Of Night pra finalizar o disco sendo coerente com o começo, meio e fim. The Take Off And Landing Of Everything dá mais dignidade ainda à discografia de uma banda marcada por caprichos.

Nota: 8,0


2 comentários:

  1. Ótimo review, praticamente a mesma nota que dei no meu texto hahaha se quiser ler http://www.jooqebox.com/elbow-the-take-off-and-landing-of-everything/

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    Respostas
    1. Obrigado Felipe!

      O Elbow é uma dessas bandas tal como o Doves que sempre procura fazer um disco lapido e na maioria das vezes conseguem.

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