Melhores Discos de 2013 (35 - 31) | MÚSICA CAFÉ

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Melhores Discos de 2013 (35 - 31)

Nós podemos dizer que 2013 foi também um ano de aparições e reafirmações. A neozelandeses Lorde (Ella O'Connor) se apresentou ao mundo com míseros 17 anos de idade e caiu nas graças da crítica e principalmente da galera fácil fácil. Curiosamente Birdy (Jasmine Bogaerde), outro talento bruto e de pouca idade, superou status de promessa e correspondeu a altura com seu segundo disco. Entre esse meio, há espaço para o pouco badalado The Dodos que nos proporcionou esse ano um disco redondo. Completando a lista, o The Polyphonic Spree nos dá boas vindas ao quartel pop com seu disco e a Best Coast com seu rebuscado garage rock com cara de surf pop.


35. Lorde - Pure Heroine
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A pequena notável Lorde com uma voz sedutora já demonstra cantar como gente grande e um jeito despojado de menina. O hype não é à toa. A cantora emplacou o hit Royals nos quatro cantos do mundo e ainda tem mais recursos dentro do seu disco de estreia, Pure Heroine, para fazer seu nome durar mais tempo nas rádios e no nosso player de música. A sonoridade da cantora parece ainda em processo de definição que nesse caso é uma assertiva pra ela se jogar num minimalismo eletrônico inflamado pelo pop em Tennis Court e 400 Lux e um synthpop bem ritmado de Team. Lorde é um talento bruto que será lapidada, quer queira quer não, e ainda vai ter que mostrar pra que veio apesar de ter feito um bom disco de estreia. 


34. The Polyphonic Spree - Yes, It's True
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Na lista dos Melhores do Ano o contingente do Polyphonic Spree representa a altura o indie pop com seu quinto disco, Yes, It's True. Esse trabalho do grande pelotão inicia uma viagem de prazeres pop com corais causando uma euforia contagiante nas faixas You Don't Know Me, Popular By Design e Hold Yourself Up. A banda fez um disco flexível e logo nos submete a uma onda roqueira e de qualidade em Heart Talk e segue dando voltas no pop fazendo paradas modestas no rock aqui e ali. Yes, It's True é energético e sua empolgação é certeira.



33. Birdy - Fire Within
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Um fator importante para o hype em cima da Birdy em 2011 foram os covers da cantora de outras artistas de peso como The National, The xx e Bon Iver, por exemplo. A cantora com seu timbre expressivo deu uma nova roupagem a essas músicas e nos fez enxergá-las sob circunstâncias diferentes. Seu segundo disco, agora de canções pessoais, veio pra desbancar qualquer suspeita sobre ela que passou ilesa da síndrome do segundo disco. Com algumas canções melancólicas, emotivas e outras libertadoras Birdy não se mostra acanhada e vibra sua voz para cantar com elegância um pop movido pelo dedilhar no piano comandando os arranjos. Seu charme em cantar Wings e Heart Of Gold é um convite para acompanharmos sua sensibilidade que só pára quando ela estende sua voz para cantar a empolgante Light Me Up. Fire Within mostra um lado mais pessoal e a qualidade que a cantora reafirmou ter.


32. Best Coast - Fade Away
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Fade Away é na verdade um EP com sete faixas, uma espécie de mini álbum, feito pelo duo Best Coast. Apesar de não ser um álbum na íntegra, esse se mostrou mais eficiente do que o The Only Place (2012), segundo disco da banda. O pop rebelde na voz de Bethany Consentino enroscado ao som barulhento e ligeiro do garage rock é a fórmula usada pela banda que mostra não perder a disposição exibida em seu primeiro disco. Os hits nesse EP vieram certeiros e impossíveis como I Wanna Know e This Lonely Morning. O frenesi é o pico alto que o Best Coast almeja em suas músicas com uma determinação roqueira, Who Have I Come, e com um jeitinho pop em poucos acordes em I Don't Know How.


31. The Dodos - Carrier
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Os americanos do The Dodos podem não fazer parte do mainstream indie, mas com certeza eles sempre dão uma contribuição significativa pra esse mundo. Seu quinto disco de estúdio chamado Carrier é consistente, com canções bem trabalhadas que passa longe de hits pegajosos tal como a banda. O The Dodos cria esferas uma dentro da outra para fazer seu som soar experimental mesmo que em doses pequenas. Logo no começo do disco esses contrastes sutis são observados. Transformer tem uma camada psicodélica que vai ficando mais fina em Substance. O grupo nos surpreendem com a explosão de guitarras arrebatadoras em um ambiente estático como na faixa Confidence e um folk mascarado no final com The Ocean. Além das músicas citadas se destacam no disco: The Current e Destroyer.

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