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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Resenha » Elbow - Giants Of All Sizes (2019)

    outubro 17, 2019   sem comentários
"Giants Of All Sizes" é o oitavo disco do Elbow que saiu em 11 de Outubro dois anos depois de "Little Fictions". Como é de se esperar, é mais um disco complexo que Guy Garvey e companhia entrega.

O Elbow evita andar em linha reta para não cair no comodismo de fazer um disco com uma fórmula pré-fabricada. Composto de apenas nove faixas, "Giants Of All Sizes" destaca um Elbow que gosta de se reinventar procurando um som mais meticuloso. Contudo, coisas essenciais pra banda permanecem aqui como o uso de elementos orquestrais em momentos pontuais que surgem para dar um toque refinado a sonoridade do disco.



Um desses momentos de reinvenção é a faixa On Deronda Road onde a banda emplaca batidas eletrônicos mirando num Radiohead ou James Blake, talvez, enquanto os vocais lembram Fleet Foxes. Faixa bem curiosa!

Não espere encontrar no disco um hit que seja considerado o carro-chefe da obra. Talvez Dexter & Sinister e White Noise White Heat seja o mais próximo disso. Porém espere encontrar um disco bem construído, cheio de detalhes, quer requer mais atenção de nossa parte.

"Giants Of All Sizes" tem sua complexidade e demora pra gente absorver isso, contudo a cada audição isso vai acontecendo e ficando prazeroso. Ideal para ouvidos mais exigentes!


segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Três Discos: Castello Branco, Teago Oliveira e Apeles

    outubro 14, 2019   sem comentários
Cá temos mais três dicas de discos brasileiros lançados esse ano. Dessa vez o som fica por conta do Castello Branco e seu "Sermão", o disco de estreia do Teago Oliveira do Maglore, "Boa Sorte" e o novo trabalho do Apeles, "Crux".

Veja mais outras indicações abaixo:
→ Supervão, Leo Fressato e Cigana (clique aqui)
→ Milkshakes, Banda De Pífanos Caju Pinga Fogo E NOID (clique aqui)
→ BRVNKS, Céu de Vênus e astrocrushing (clique aqui)

Castello Branco lançou em 2017 o "Sintomas" um dos melhores discos do ano. "Sermão" é seu terceiro disco de inéditas que saiu em 20 de Setembro. É um disco mais audacioso do cantor que busca realçar seu som com uma vibe mais dançante ao mesmo tempo que mantém sua integridade sonora com aquele clima suave das canções.

Ouça: Fortaleza e De Pouquinho Em Pouquinho




"Boa Sorte" é o disco de estreia do Teago Oliveira, vocalista e guitarrista da Maglore. O disco é um mix das experiências musicais do cantor que incrementa o rock com pinceladas de samba, mpb e pintadas de regionalismo. As letras de apego sentimental ajudam a dar um teor grudento nas canções.

Ouça: Oh, Meu Bem e Azul, Amarelo




Apeles é o nome artístico de Eduardo Praça (Ludovic e Quarto Negro), músico que lançou esse ano o bom "Crux", seu segundo disco. A estrutura do disco é voltada para um dream-pop mais denso que flerta com outros estilos como o psicodélico e o post-punk. Entre vocais etéreos, ecos e melodias profundas o cantor nos leva a um passeio a décadas atrás onde cada faixa é uma trilha percorrida até nossa chegada.

Ouça: A Alegria dos Dias Dorme No Calor dos Teus Braços e Crux


sábado, 12 de outubro de 2019

Música Café Indica: Dylan Moon

    outubro 12, 2019   2 comentários
A indicação da vez no Música Café é o americano Dylan Moon que lançou seu primeiro disco, "Only The Blues", em 30 de Agosto desse ano.

O músico segue a linha folk com um perfil caseiro onde burburinhos fazem parte de seus arranjos e flashes psicodélicos ornamentam o ambiente composto por 14 músicas. Muitas delas não chegam nem a dois minutos, mas cumprem bem a proposta.



As notas do violão e da guitarra por vezes surgem arranhadas dando aquela essência lo-fi de um folk vindo do fundo de uma garagem. Isso sem interferir no embalo sossegado proposto pelo cantor em suas melodias e vocais que acompanham o tom das músicas. Ouça Death Warmed e Analog, por exemplo.

Esse ruídos acabam ganhando um sobretom psicodélico que transforma a sonoridade do disco em um psych folk como em A Witch e Mind Troubles. Poderia ser um momento destoante mas ele está tão bem inserido na estrutura do disco que se harmoniza bem ao conjunto sem perturbar.

Dylan Moon fez sua estreia com um disco suave onde até os burburinhos que emolduram as melodias soam agradáveis.


sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Ouça: CAP - Roda Gigante e Labareda

    outubro 11, 2019   sem comentários
A CAP segue lançando novidades para ampliar ainda mais seu cartão de visita. Essa semana a banda lançou mais dois singles, Roda Gigante e Labareda.

O destaque maior ficou por conta de Roda Gigante que veio com um clipe da banda bem descontraído tudo a ver com a vibe ensolarada da faixa. Já Labareda traz uma melancolia entre burburinhos e um som mais límpido com um final quase angelical. Mais uma bonita dobradinha da CAP!

Recentemente conversei um pouco com a banda num entrevista bacana. Não deixe de ouvir também as outras músicas que a banda lançou esse, oquedeu e Morning Rabbits.



terça-feira, 8 de outubro de 2019

Resenha » Angel Olsen - All Mirrors (2019)

    outubro 08, 2019   sem comentários
Desde que Angel Olsen anunciou seu quarto álbum de estúdio, o "All Mirrors", brotaram expectativas por mais um belo disco da cantora. As faixas que anteciparam prévias, All Mirrors e Lark, deram a premissa de que seria um disco catártico. Contudo as coisas nem sempre saem como se espera.

Não que isso vislumbre algo ruim, muito pelo contrário, o disco revela surpresas no estado de espirito da cantora que mostra uma Angel Olsen além de sua catarse.

Too Easy e New Love Cassette já começam a dar um novo tom ao disco. É como se ela estivesse saído de seu estado visceral para começar a aspirar momentos de lucidez. Spring acompanha essa mudança com uma melodia refinada e uma Angel Olsen mais branda. Notoriamente mais leve como se tivesse tirado um peso das costas a cantora soa feliz cantando em What It Is com uma vibe mais animada e o timbre vibrante.



Racionalizar sentimentos em meio a explosão passional é uma característica marcante da cantora em "All Mirrors". Essa dupla sensação vem a tona em Impasse onde tudo começa tranquilo antes da euforia tomar conta da cantora mais uma vez. A faixa seguinte é Tonight uma das mais melancólicas do álbum com uma melodia comandada pelo violino que vai criando toda uma áurea pra um final épico. Os vocais acompanham cada nota entristecida da melodia. Uma música que toca lá no fundo e um contraste e tanto com aquela Angel Olsen do começo!

Com um acompanhamento eletrônico mais destacado, Summer é uma canção mais amistosa com a cantora alternando o timbre nos vocais. Enquanto Tonight se caracterizou pela melancolia, a penúltima faixa do álbum, Endgame, carrega um charme que vai desde o instrumental pomposo a voz de Olsen. Um canção apaixonante! Em Chance, que encerra o disco, Angel Olsen usa todo o seu lirismo mudando o tom de sua voz para cantarolar seus versos em outra belíssima canção orquestrada.

Em "All Mirrors" Angel Olsen destilou toda sua emoção e conflitos sentimentais entregando um disco performático, pretensioso e principalmente honesto.


Ouça: Lucy Dacus - In The Air Tonight (Phil Collins Cover)

    outubro 08, 2019   sem comentários
Lucy Dacus segue soltando suas regravações de outras artistas e a música da vez é In The Air Tonight do Phil Collins. A cantora absorveu bem a atmosfera da música original mantendo o mesmo clima em sua versão.

Mês passado, Lucy Dacus apresentou o cover de Dancing In The Dark do Bruce Springsteen e no começo do ano ela fez uma excelente releitura de La Vie En Rose de Edith Piaf. Além delas a cantora também lançou duas músicas inéditas: Forever Half Mast e My Mother And I.

Abaixo confira as duas versões.



segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Resenha » maquinas - O Cão de Toda Noite (2019)

    outubro 07, 2019   sem comentários
"O Cão de Toda Noite" é o segundo disco da banda cearense maquinas que saiu em 04 de Outubro desse ano. O sucessor do Lado Turvo, Lugares Inquietos veio pelo selo Mércurio Música também da capital, Fortaleza.

Três anos depois do primeiro disco. o grupo viu a necessidade de ressignificar sua sonoridade estreitando laços com outros sons para criar um conceito diferente para esse novo momento.

A gente percebe isso logo de cara em Maus Hábitos. Na faixa, o saxofone surge como novidade e logo vira um aliado de peso e recorrente no instrumental se tornando um decoro em meio a parafernália criada pelo maquinas! Corpo Frágil é uma faixa longa cheio de desdobramentos como uma batida pulsante quando os vocais vem à tona, um momento mais inquietante e um surpreendente jazz que acalma o frenesi de minutos antes.

O Silêncio É Vermelho, que ganhou vídeo clipe, é o momento mais profundo da banda que nos conduz por uma melodia cadenciada, melancólica quero dizer, ecoando em um ambiente silencioso, acompanhado de vocais que beira a sussurros e que vai sendo modificado quando o tom da música começa a subir. Na faixa seguinte, Sintomas, o teremim em conjunto com o saxofone e demais instrumentos tornam a faixa um suspense só.



Depois desse leve "susto", o maquinas volta a preservar uma harmonia de sons em Meia Memória com o instrumental calibrado. Como o disco num todo é recheado de surpresas, Prepara-se Para o Pior revela mais uma. Aqui uma história é declamada enquanto a dissonia amplifica o que é dito.

O labirinto musical do maquinas tem trechos de maior complexidade e outros que a banda parece entregar um mapa para decifrarmos seus caminhos com mais facilidade como o viés dream-pop que cruza com o drone em Melindrone. A faixa que encerra o registro é a Nuvem Preta com o grupo sintetizando tudo que surgiu no álbum até agora em uma única canção.

Em "O Cão de Toda Noite" a banda contou com o apoio de vários músicos como Clau Aniz, Ayla Lemos, Felipe Couto, Eros Augustus, Breno Baptista e Y.A.O. Convidados esses que suplementaram, quer com a voz ou no instrumental, a identidade sonora do maquinas em "O Cão de Toda Noite".

Ouça: Spotify | Deezer | Tidal

sábado, 5 de outubro de 2019

Resenha » Wilco - Ode To Joy (2019)

    outubro 05, 2019   sem comentários
"Ode To Joy" é o décimo primeiro disco do Wilco e, assim de cara, já é o melhor da banda desde o "Wilco (The Album)" de 2009. No inédito álbum, Jeff Tweedy e companhia não escorrega na sua própria capacidade artística e mantém os pés no chão.

As quatro primeiras faixas do disco (Bright Leaves, Before Us, One And a Half Stars e Quiet Amplifier) revelam um Wilco sereno trabalhando cuidadosamente na harmonia e sutilezas das faixas com a banda nos convidando a apreciar os detalhes que compõe os momentos iniciais do disco. Aqui as faixas seguem o mesmo rumo parecendo que a seguinte contempla a anterior.

Na sequência vem a baladinha Eveyone Hides de refrão e batida repetitivos quebrar levemente esse momento de quietude do Wilco. Arrisco dizer que esse é um dos discos mais homogêneos que a banda já fez. Isso pode soar um tanto perigoso em determinado momento em que a monotonia comece a pairar no ar.



Com destreza o Wilco não deixa isso acontecer. Isso porque o grupo continua entregando ricas melodias com um instrumental refinado como White Wooden Cross onde é possível sentir a leveza da banda como se estivesse tocando numa seção acústica. O clima mais bucólico segue com Citizens.

A presença da guitarra ganha um capítulo a parte em We Were Lucky quando sua força ousa contrastar com a melancolia que se arrasta pela música. Love Is Everywhere (Beware) foi o primeiro single que o grupo revelou e mal sabíamos que ele revelava tudo aquilo que encontraríamos em "Ode To Joy". A faixa representa bem aquilo que o Wilco fez em seu novo disco.

Seguindo com a proposta folk/country Hold Me Anyway soa divertida a nossos ouvidos sem destoar do restante da obra. Já An Empty Corner, que encerra o disco, reflete um Wilco reservado procurando caprichar nos detalhes para nos embalar.

"Ode To Joy" é um disco coeso e confortável onde o Wilco preferiu trabalhar dentro de sua redoma lapidando sua sonoridade para entregar um disco cheio de afagos.

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