Mostrando postagens com marcador Melhores Discos de 2016. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Melhores Discos de 2016. Mostrar todas as postagens

27 de janeiro de 2017

Os Dez Melhores Discos Nacionais de 2016

Pra fechar 2016 de vez depois de publicar a lista dos Dez Melhores Discos Internacionais, eis a lista que faltava com os dez melhores discos nacionais do ano. Durante o ano deu pra perceber que o lado b brasileiro continuou a todo vapor soltando discos pelos quatro cantos do país. Uma pequena amostra disso foram os posts publicados aqui com dez lançamentos nacionais. Conheça alguns deles aqui e aqui.

De tantos discos lançados eis aqueles que mais me agradaram.

10. JONATHAN TADEU - QUEDA LIVRE
-
Caso esteja triste e queira ouvir um disco que esteja de acordo com seu estado de espírito, o segundo álbum do Jonathan Tadeu pode te servir de ombro amigo. "Com uma sonoridade lo-fi que relembra os anos 90 da guitarra do Yo La Tengo a melodia da Carissa Wierd, Jonathan Tadeu explora o poder de suas composições para fazer um disco honesto onde a música final reflete com dignidade aquilo que se sente e o que se pensa em alta qualidade." (Leia a resenha do disco aqui)

09. SÉCULOS APAIXONADOS - O MINISTÉRIO DA COLOCAÇÃO
-
Não demora para descobrirmos a vibe oitentista dos meninos do Séculos Apaixonados em seu novo álbum, "O Ministério da Colocação". A new wave com uma roupagem despojada caracterizou bem o disco. Como amostra ouça Ele Também Foi Pra São Paulo e a nostálgica Dedo Em Riste.

08. BLUBELL - CONFISSÕES DE CAMARIM
-
O oitavo lugar fica com o charmoso quarto disco da Blubell. "Composto por 11 músicas, "Confissões de Camarim" se adapta fácil a vários ouvidos. Nele a mpb é maleável permitindo encontrar no jazz elementos que confira mais elegância nos arranjos e na lounge music um clima refrescante, bom para relaxar e quem sabe se descontrair." (Leia mais aqui)

07. JOÃO DONATO - DONATO ELÉTRICO
-
Eis um álbum instrumental digno de muitos elogios! Em "Donato Elétrico", o oitentão carioca João Donato conferiu suingue ao jazz energético que predomina em todo o disco que é versátil, dançante e um tanto elegante!

06. BANDE DESSINÉE - DESTEMIDA
-
O novo disco da Bande Dessinée, "Destemida", tem um monte de músicas pop de versos simples e retoque regional que facilmente grudam na cabeça. Essa é uma das virtudes que levou o disco do grupo a figurar aqui na lista de Melhores do Ano. Ouça Destemida, Perdizes, Estelita e Todo Canto É Mar.

05. MARCELO PERDIDO - BICHO
-
"Bicho", terceiro disco do Marcelo Perdido saiu bem dizer no final do ano. Nele pudemos encontrar um "Marcelo percorrendo o familiar caminho folk, sempre cauteloso para não tropeçar na autoconfiança. Seu instinto o conduz ao ar livre reproduzindo em suas músicas a tranquilidade de ambientes pacatos tal como ouvimos em Passarinha, Primavera em Mim, e Pai Pardal. Assim o é em todo o trajeto de o "Bicho". (Leia mais aqui)

04. O TERNO - MELHOR DO QUE PARECE
-
A banda O Terno tem ganhado cada vez mais notoriedade com um trabalho atrás do outro e seu novo disco, "Melhor Do Que Parece", não só fideliza o público conquistado até aqui como ganha mais fãs com seu velho, novo e bom rock n roll.

03. CÉU - TROPIX
-
A malemolência pop da Céu em "Tropix" a levou aos céus da música nacional em mais um ano. De Perfume do Invisível a Rapsódia Brasilis. o disco apresentou uma cantora que continua dialogando a mpb e o pop de forma a não se esbarrar em clichês.

02. BALEIA - ATLAS
-
Logo na primeira audição de "Atlas", segundo disco da Baleia, percebi que esse seria um dos meus discos preferidos. Sobre ele pude escrever: "Há mais caprichos e ambição em "Atlas" que o diferencia de "Quebra Azul". Talvez isso fique mais evidente nos efeitos das melodias, ambientações e na percussão que ganharam uma expressão maior..." (Leia a resenha do disco aqui)

01. MAHMUNDI - MAHMUNDI
-
Marcela Vale, a Mahmundi, com certeza foi responsável por deixar o ano mais feliz com seu disco homônimo. A promissora cantora que só conhecíamos através de singles e EPs acertou em cheio com seu disco de estreia. Ensolarado, cheio de músicas de refrãos pegajosos, o álbum consegue nos empolgar o tempo todo sem precisar de muito esforço. A obra reflete o brilho e a graça do sorriso da autora.


-
Ouça uma playlist com uma música de cada disco, exceto Here's J.D. do João Donato que não se encontra disponível no Spotify.

LEIA MAIS

22 de dezembro de 2016

Os Dez Melhores Discos Internacionais de 2016

Mais um ano chega ao fim e o que nos resta é finalizá-lo com as famosas listas de Melhores do ano. Apesar de ter sido um ano de perdas no mundo da música, esse também foi um ano de boas descobertas como Lucy Dacus e SALES, de surpresas como Solange e do supergrupo Minor Victories. Vale citar também certas decepções como M83, Bloc Party e Wild Beasts.

Assim, sem mais delongas, eis aqui pro Música Café os 10 melhores discos internacionais desse ano. A lista com os discos nacionais encontra-se aqui.

10. ANOHNI - HOPELESSNESS
-
Anthony Hegarty do Antony And The Johnsons se transformou em ANOHNI e nessa nova fase ela alia sua experiência a um viés eletrônico mais envolvente tal como em Drone Bomb Me, 4 Degrees e Watch Me. Dona de um timbre peculiar, a agora cantora continua mostrando elegância no cantar. "Hopelessness" se destacou por seu conceito artpop e experimental.

09. MITSKI - PUBERTY 2
-
"Puberty 2" é com certeza um dos melhores trabalhos que Mitski Miyawaki lançou na carreira de quatro discos. São onze faixas em que o pop se desenrola de maneiras inesperadas podendo se apresentar desde como indie pop na faixa Happy a algo mais ruidoso como noise-pop em Your Best American Girl.

08. CAR SEAT HEADREST - TEENS OF DENIAL
-
Em um período em que o indie rock está cada vez mais batido, o Car Seat Headrest fez o indie soar desordenado e barulhento para chamar nossa atenção com seu décimo terceiro disco, "Teens Of Denial". Provido de guitarras sujas que nos remete ao som garageiro, o álbum tem um forte impacto em nossos ouvidos.

07. LAMBCHOP - FLOTUS
-
"Flotus" é a abreviação de For Love Often Turns Us Still, o mais recente álbum do Lambchop. Logo de cara, a belíssima faixa que inicia o álbum, In Care Of 8675309, aponta para mais uma obra de qualidade assinada por Kurt Wagner e companhia. O grupo criou um disco folk com um sutil apelo eletrônico brilhante.

06. KEVIN MORBY - SINGING SAW
-
Kevin Morby pode até ser mais conhecido por tocar no Woods, mas esse ano o baixista levou a melhor sobre a banda no duelo de quem lançou o melhor disco. Singing Saw mistura folk, alt country e indie rock com uma estética lo-fi empolgante. Um bom exemplo disso é faixa Dorothy, uma verdadeira baladinha folk-lo-fi-rock.

05. ANGEL OLSEN - MY WOMAN
-
"My Woman" é talvez o melhor e o mais acessível disco que a Angel Olsen fez. Nele, a cantora aliou delicadeza e força ao conduzir sua guitarra. Com ela o pop deixou de ser algo meloso e passou a bradar por meio de ruídos. O hit Shut Up Kiss Me foi o carro-chefe do álbum. Outros destaques são: Never Be Mine e Not Gonna Kill You.

04. GET WELL SOON - LOVE
-
Konstantin Gropper é o alemão por trás do Get Well Soon que lançou o disco "Love". São onze belas faixas produzindo um folk refinado com traços do chamber-pop que se destacou ainda mais pela voz aveludada do músico. Faixas como It's a Tender Maze e It's Love trazem esse tom mais rebuscado, por exemplo.

03. NICK CAVE AND THE BAD SEEDS - SKELETON TREE
-
Se teve um disco que evocou em nós uma carga de tristeza e acentuou nossa sensibilidade, esse foi "Skeleton Tree" do Nick Cave. Em cada faixa foi possível sentir com elas refletiam o estado de espírito do músico. Coberto de um tom melancólico, Cave nos convidou a não só ouvir seu novo disco, mas também a senti-lo.

02. MICHAEL KIWANUKA - LOVE & HATE
-
Quatro anos depois de aparecer para o mundo com seu disco de estreia, "Home Again", o inglês Michael Kiwanuka continuou esbanjando seu potencial vocálico em "Love & Hate". Foi possível sentir o soul de raiz em seu timbre e nas melodias de suas músicas. Em seu segundo disco ele conseguiu soar clássico e atual ao mesmo tempo. Sem dúvidas, um belo registro.

 01. OUM SHATT - OUM SHATT
-
Cheguei a publicar o disco dos alemães da Oum Shatt aqui comentando um pouco sobre o som da banda. "O som remete a um post-punk minimalista com um linha de baixo e bateria bastante volumosa. Há um pouco de kraut rock no DNA da banda, mas o fator que mais chama a atenção são as "referências arábicas" presentes na obra que confere originalidade no disco." O homônimo é um álbum bastante peculiar com referências clássicas sendo preservadas junto a um tom inovador.

-
Ouça abaixo a playlist com dez faixas, uma de cada disco.

LEIA MAIS