27 de dezembro de 2013

Melhores Discos de 2013 (05 - 01 + Sigur Rós)

Sabe aquela estranha sensação de quando você está esquecendo de alguma coisa?! Pois é! Preparando a lista dos melhores do ano no Rate Your Music tinha colocado o Fade do Yo La Tengo entre os 10 melhores discos há uns meses atrás. Porém criando uma lista paralela no meu bloco de notas para postar no blog e na correria do dia a dia acabei esquecendo deles inconscientemente. Para não cometer essa injustiça resolvi dar um jeito de encaixá-lo em uma posição merecida na lista que já estava finalizada alterando a formatação dela. Assim sendo, a lista corrente tem o Holy Fire do Foals como 1º na lista, mas o título de melhor disco ano vai apropriadamente para o Kveikur do Sigur Rós.

05. The National - Trouble Will Find Me
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O The National é uma das poucas bandas que desde sua existência nunca lançou um disco ruim ou que nos desse motivo para duvidar de sua qualidade. Isso não é uma álibi para concluirmos que a banda lança um disco novo melhor do que seu antecessor. Antes disso, a banda nos convida a analisarmos seus discos individualmente e é nessa perspectiva que encontramos um The National contido em seu novo disco Trouble Will Find Me. No disco não há obstáculos intransponíveis que nos impeça de chegar no destino final e perceber as virtudes do grupo expressas com certa elegância em faixas como Demons e I Need My Girl. O momento de maior exposição deles aparece em Don't Swallow The Cap e Sea Of Love quando a banda atinge ares mais expressivos. Trouble Will Find Me não é o melhor disco do The National, mas está bem etiquetado com o selo de qualidade assinado por Matt Berninger.


04. Yo La Tengo - Fade
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Fade foi lançado no começo do ano e logo na primeira audição um forte pensamento começava a fazer sentido de que esse seria um dos discos do ano sem precisar de muito esforço. O grupo americano de quase trinta anos de carreira faz o disco funcionar de uma maneira simples e prática estabelecido numa estética lo-fi bem marcada em faixas como Stupid Things onde é possível ouvir a batida seca da bateria e a passada de notas da guitarra e baixo. O Yo La Tengo toca com personalidade e foge da previsibilidade pra criar um disco honesto estendendo o convite pra nós ouvi-los tocar em casa e apreciar uma canção serena como I'll Be Around. Todo esse tempo de existência não agrediu a disposição da banda e com riffs de guitarra bem afinados dão uma arrancada em Ohm sem suspirar. A levada de Is That Enough é outro atrativo do disco apontando a maturidade de uma banda dada a fazer belos discos.


03. Arcade Fire - Reflektor
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Nossa orelhas ficaram em pé quando o Arcade Fire anunciou seu quarto disco de estúdio e ficaram ainda mais antenadas quando a faixa Reflektor ficou no repeat on repeat por vários dias no player. Saber das partes envolvidas na elaboração do disco, Arcade Fire e James Murphy, nos deixaram ainda mais fissurados para ouvir o disco. Quando Reflektor começa a tocar a expectativa vai criando forma e o Arcade Fire vai reluzindo de novo na nossa frente. O disco tem pinta de soberbo e canções como a apoteótica Here Comes The Night Time e a intrépida Normal Person corroboram esse feitio. O audacioso Arcade Fire vai em busca do inusitado encontrando meios para idealizar o real, diferente daquilo que já foi construído por eles. É como se em cada álbum deles houvessem um roteiro dividido em começo, meio e fim. Reflektor veio contextualizado e traz o mito Orfeu e Eurídice estampado na capa e na dobradinha lírica de Awful Sound (Oh Eurydice) e It's Never Over (Oh Orpheus). Com criatividade, ousadia e alguns exageros o Arcade Fire deu mais um passo importante na sua história.


02. David Bowie - The Next Day
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Após dez anos de hiato, Sir David Bowie resolveu sair da inatividade para ensinar as crianças como se faz um disco bem feito. Em The Next Day, o cantor mantém sua integridade roqueira sem precisar fazer uso de novas tendências habituais de hoje em dia. Bowie não enxerga limites a sua frente e sua disposição em cantar é percebida no decorrer do disco principalmente em The Next Day, The Stars (Are Out Tonight) e How Does The Grass Grow?. O rock é o caminho seguido pelo cantor que vai cravando canções certeiras como a melancólica Where Are We Know? e agressiva I'd Rather Be High. De maneira inteligente Bowie não faz o disco oscilar de uma canção para outra exigindo um esforço e paciência da nossa parte para chegarmos nas faixas inteiros, com vontade de ouvir o disco na íntegra. Cada faixa tem uma energia positiva acumulada em diferentes níveis que quando a escutamos uma carga é liberada para nos deixar no pique para encararmos o disco com satisfação.


01. Foals - Holy Fire
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O Foals é uma banda que desde seu segundo disco de estúdio, Total Life Forever (2010), vem mostrando um jeito mais impulsivo de lidar com os instrumentos. A característica dance punk que ficou bem destacada no debut Antidotes (2008) foi se dissolvendo até desaparecer por completo em seu terceiro disco, Holy Fire. Basta ouvir a simetria das guitarras ganhando riffs mais velozes e impulsivos estimulando os vocais a se exaltarem na faixa Inhaler. O math rock, e seu vai e vem de guitarra, por vezes distorcidas, hora alinhadas, veio à tona junto com um Foals funcionando a todo o vapor como na amostra art rock de Providence. A agressividade presente nesse disco tem seus picos altos como a própria Inhaler e Bad Habit revelando um Foals disposto a extrapolar limites e encarar uma gravidade mais pesada. Apesar de não fazer uso do dance punk como no Antidotes ainda é possível arriscar uns passos tímidos na faixa Out Of The Woods. É com bravura e um instinto voraz que o Foals criou um dos melhores discos do ano.


(+) Sigur Rós - Kveikur
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Atualmente, dentro do cenário alternativo e afins, o Sigur Rós é uma das bandas mais conceituadas por sua singularidade sonora. Kveikur, sétimo álbum do grupo, veio mostrar um lado mais vigoroso da banda. O minimalismo predominante em seus trabalhos agora se mistura a um som mais inflamado de guitarras mais assíduas. Ísjaki - uma das melhores músicas do ano e uma das canções mais pop do grupo - contém um som energético apresentando um Sigur Rós mais ousado. Marcados pela expressividade e a harmonia de múltiplos elementos sonoros em suas músicas, Jonsí e companhia jogaram por cima de um plano leve uma textura cheia de ruídos como nas faixas Brennisteinn, Hrafntinna e Kveikur. (Nota retirada da resenha do disco publicada aqui.)

Depois de criar um disco preguiçoso, Valtari (2012), para contemplar uma calmaria, o Sigur Rós desperta nossa atenção pela sua objetividade em criar um som mais abrasador que contrastasse com seus trabalhos mais recentes, sem perder a harmonia, sendo capaz de viver na melancolia e na alegria para fazer o melhor disco de 2013.
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19 de dezembro de 2013

Melhores Discos de 2013 (10 - 06)

 A penúltima parte da lista veio carregada por um som mais pesado com o trabalho da Loomer - melhor disco nacional - e do Queens Of The Stone Age com um retorno avassalador. Todo esse barulho é contrastado pelo clima ameno que o disco do Volcano Choir produz. Para aumentar nossa empolgação desse ano, as faixas dos discos do French Films e do Surfer Blood fazem dobradinhas de perder o fôlego.

10. Loomer - You Wouldn't Anyway
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Eis o melhor disco nacional na minha opinião. A banda gaúcha Loomer é responsável por difundir um shoegaze atmosférico de qualidade capaz de propagar seu barulho do Oiapoque ao Chuí. Seu registro desse ano veio com o shoegaze nervoso auxiliado por um noise frenético. Quando Slow Dream é acionada no começo do disco a banda nos remete a um turbilhão de guitarras imperativas e vocais sufocados presos a um som ensurdecedor. Porém a cartada de mestre da Loomer nesse disco foi encontrar um ponto de equilíbrio entre o shoegaze e o noise a fim de não viverem apenas num alvoroço de guitarras temperamentais a ponto de  nos deixar desnorteados. Os estilos bem dosados e alinhados dão brecha para que os vocais surrados ganhem mais espaço como em Mammoth Butterfly, Snow Flake e Dark Star. You Wouldn't Anyway é bem trabalhado e sua dissonância nos deixa de cabelo em pé e orelhas esquentadas ao final de seus 36min.

 
09. Surfer Blood - Pythons
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O indiscutível Astro Coast (2010) do Surfer Blood foi um prato cheio pra quem queria encontrar uma banda que fugisse dos conceitos elementares do tradicional indie rock. O surf rock produzido alavancou o grupo para além do óbvio deixando boas impressões. Esse ano o Surfer Blood continuou fazendo um som vibrante, mas contendo vibrações mais pop não tão ressaltadas no primeiro disco. Os refrões ensolarados e eficientes de Gravity, Weird Shapes e Say Yes To Me condenam a banda que fez uso desse efeito mais pegajoso no álbum, mas sem perder a essência do seu primeiro disco. Pythons é um disco de canções acessíveis como I Was Wrong e Needs and Pins e com Demon Race demonstrando uma diplomacia ao mesmo tempo que vocais gritantes apelam pra rebeldia na música.


08. Queens Of The Stone Age - ...Like Clockwork
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O sexto disco do QoTSA era um dos lançamentos mais aguardado pra 2013 e com ...Like Clockwork deu pra sentir que quase sete anos depois do Era Vulgaris (2007) o grupo descarregou toda a energia acumulada durante esse tempo. Em I Sat By The Ocean - melhor faixa do disco - os riffs arrojados servem para justificar o stoner rock característico do grupo. Sem divagar, o grupo reage a outros estímulos como na levada The Vampyre Of The Time and Memory e reafirma seu comprometimento com um rock classudo num de bate rebate de guitarra, baixo e bateria em My God Is The Sun. O volume carregado no seu som sofre modulações diferentes para cada faixa deixando a banda fora de um sistema linear. Seu sexto trabalho impressiona pela gravidade e pela firmeza da banda em manipular seus instrumentos com vigor de sempre.


07. French Films - White Orchid
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O French Films é uma banda finlandesa da escola post-punk, anexada ao otimismo do surf rock e auxiliada pelos apetrechos barulhentos de garagem. A banda consegue equacionar essas variantes paralelas sem causar um rebuliço ensurdecedor ou parecerem redundantes com aquilo que já foi criado nessas linhas. Seguindo essa ideia, White Orchid, segundo trabalho da banda, propõe uma estética lúcida dotado de canções que buscam empolgar a todo o instante. Um pequeno prelúdio anuncia a faixa White Orchid que logo deslancha em acordes repetidos e refrão aderente dando uma boa expectativa do disco. O disco tem um eixo poderoso com a trinca de ouro formada por Special Shades, All The Time You Got e Latter Days funcionando interligadas causando um frenesi capaz de deixar qualquer um entusiasmado. (Nota tirada da resenha do disco publicada aqui.)


06. Volcano Choir - Repave
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A semiótica da capa do disco poderia sugerir um disco agitado de músicas turbulentas, mas essa leitura não condiz com o efeito tranquilizante que o segundo disco do Volcano Choir exerce sobre nós. O grupo que conta com a participação do Justin Vernon (Bon Iver) fez o melhor disco folk do ano capaz de ir lá no nosso âmago. Ouvir Tiderays com o fone de ouvido é sentir uma música macia penetrar no seu interior para lhe reconfortar de um jeito inesperado. A presença de cada instrumento e uma variedade deles é sentida nos arranjos onde cada um ganha uma entonação maior fazendo o folk fluir sobre várias camada com em Comrade e Byegone. Repave é disco folk sofisticado e cantado com elegância por quem sabe encantar.
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15 de dezembro de 2013

Melhores Discos de 2013 (15 - 11)

Quase lá! A lista daqui a pouco chega ao final e ainda pode revelar algumas surpresas. A oitava parte da lista de dez conta com a ventura do Marcelo Jeneci e seu De Graça e o Telekinesis fazendo o melhor disco da carreira. Tem também o segundo melhor disco folk do ano com o Stornoway trazendo um folk irredutível aos nossos ouvidos. A lista apresenta a sutil mudança do Vampire Weekend que repercutiu em muitos blogs/sites especializados colocando o Modern Vampires Of The City em boas posições nas listas de Melhores do Ano e também mostra a classe roqueira do Lee Ranaldo revivendo um pouco o barulho do Sonic Youth com seu décimo álbum de estúdio.



15. Marcelo Jeneci - De Graça
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Marcelo Jeneci é o tipo de cantor que preza os instrumentos, uma gama deles, e os detalhes que compõe os arranjos de suas músicas sempre com sentimento sem limitá-las a um único estilo. Sua precisão em articular cada elemento sonoro para criar uma harmonia nas melodias reflete seus pensamentos, seus versos e suas rimas poéticas. A cultura é um artefato explorado por Jeneci que nos diverte fazendo um tímido arrasta-pé funcionar em nossos pés na faixa De Graça. O lirismo de Pra Gente Se Desprender enfatiza o sentimento e a delicadeza de um cantor dado a reflexão. De Graça é provido de um essência popular seja no pop de Alento e Temporal ou na reflexiva O Melhor da Vida com sua levada mpb. O sucessor de Feito Pra Acabar (2010) é cheio de graça sem apelos demasiados e um carisma digno de um excelente cantor.



14. Lee Ranaldo And The Dust - Last Night On Earth
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Quando o Lee Ranaldo lança um disco há sempre uma boa expectativa de encontrarmos algo semelhante ou que pelo menos nos fizesse lembrar do Sonic Youth. Para nossa alegria o rock desordenado e barulhento tem seu espaço nesse novo disco do guitarrista, mas não é a única coisa que nos chama atenção. Um contraponto roqueiro, mais diplomático, de guitarras passivas é encontrado ajudando a dar uma base no disco sem nos lançar em confusão como expressa Key-Hole. As faixas dos disco são progressivas começando num plano e terminam em outro como Lecce, Leaving que gradativamente vai ganhando força e eleva o músico a status saudosista do Sonic Youth sem mencionar no reboliço causado por The Rising Tide. Lee Ranaldo riffa seu momento atual com disposição sempre com algumas notas marcantes do Sonic Youth na sua guitarra provando que panela velha continuar fazendo comida boa!



13. Vampire Weekend - Modern Vampires Of The City
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Quando uma banda resolve mudar de ares esse processo pode levar alguns ano até o grupo assentar moradia no novo território. Esse foi o caso do Vampire Weekend que quando lançou Contra (2010) esse já se mostrava diferente do debut de 2008. O afrobeat adicionado ao dance-punk que marcou sua ascendência apareceu mais acuado nesse segundo disco e quase três anos depois o Vampire Weekend resolveu dar uma trégua fazendo dele apenas uma alternativa a ser usada para não colocá-lo em esquecimento. Modern Vampires Of The City mostra um VW menos atrevido dedicado a fazer músicas com um exponencial mais pop do que nunca. Embora Unbelievers ainda dê pinta de um VW de uns dias atrás com Ezra Koening deslanchando seus vocais, a faixa em seguida, Step, vem interromper esse lapso em forma de baladinha marota. O quarteto se mostra bem a vontade nesse território e canções mais requintadas são apresentadas como Don't Lie, Hannah Hunt e Everlasting Arms. Quando resolvem recordar mais o passado emplacando um ritmo mais frenético como nas faixas Diane Young, Finger Back e a galgada Worship You eles nos deixam mais exaltados propícios a dar maior relevância ao disco.



12. Telekinesis - Dormarion
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Poucas bandas demonstram ter a capacidade de melhorar seu trabalho disco após disco. Sempre numa crescente, Michael Benjamin, o mentor intelectual por traz da banda Telekinesis, otimizou seu trabalho com o terceiro disco do grupo, Dormarion. A banda, que em muito vive condicionado a uma aura pop, agora usa mais a força da guitarra e do baixo para dar uma aparência mais robusta em suas canções e de quebra dá uma pincelada eletrônica bem dinâmica em algumas faixas como em Ghosts and Creatures. Enquanto Lean On Me fortalece a típica linha dos versos pop e refrão pegajoso, Ever True mostra a criatividade da banda por implantar sintetizadores embalando uma new wave dançante. Em termos simples, Dormarion é um disco pop mais "rebelde", divertido para eles e para nós. (Nota retirada da resenha do disco publicada aqui.)



11. Stornoway - Tales From Terra Firma
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O disco de estreia do ingleses do Stornoway, Beachcomber's Windowsill (2010), veio com aquele folk tímido meio desacreditado na estreia, mas que no final das contas deixou uma boa impressão. Seu segundo disco, Tales From Terra Firma, desta vez trouxe um folk soberbo executado com qualidade pelo quarteto. Logo no início, a música You Take Me As I Am distribui uma energia contagiante com violão, piano e teclado regendo um ritmo acalorado deixando notas abertas pra instrumentos de sopro entrarem numa melodia crescente e arrebatadora com vocais convidando você a fazer parte desse momento de júbilo. A música te coage a ouvir o disco com empolgação que é alimentada com a misteriosa Farewell Appalachia, a ligeirinha Hook, Line, Sinker de guitarras enfurecidas no fundo e Knock Me On The Head com um clima pop recomendável. Stornoway surgiu com um despretensioso disco em 2010 pra reaparecer com o segundo melhor disco folk do ano!
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13 de dezembro de 2013

Melhores Discos de 2013 (20 - 16)

Essa parte da lista traz algumas surpresas tais como o synth pop da desconhecida Strangers que conseguiu fazer o que o Hurts e por extensão o Delphic não conseguiram: empolgar do começo ao fim. O Jake Bugg mostrou uma disposição de gente grande com seu segundo disco que só veio confirmar o talento do jovem cantor. O rock é mais ressaltado nessa parte da lista com o Miles Kane e o Cage The Elephant sem mencionar o Editors que foi mais contundente e menos inovador em seu quarto álbum.


20. Editors - The Weight Of Your Love
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Quando o primeiro single foi liberado, A Ton Of Love, o Editors anunciava que era possível aliar o passado com o presente numa percepção diferente. A música carrega um apelo pop com guitarra, baixo, bateria e teclado em sintonia num ritmo acelerado mais próxima do que faziam. Os riffs soberbos que tomavam a dianteira e alavancavam o potencial de seus discos aparecem com disposição, porém sem o vigor alongado de antes. The Weight Of Your Love não é pretensioso. É um álbum correto que causa um efeito positivo em nós mesmo dando uma desacelerada aqui, outra ali e com a banda tentando atingir seu potencial máximo. O Editors não perdeu o prumo de fazer um bom disco, só arranjou um jeito de adaptar suas músicas em condições diferentes das de um dia. (Nota retirada da resenha do disco publicada aqui.)


19. Jake Bugg - Shangri La
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Ter uma medida de cautela é sempre boa quando a mídia e blogs do universo compartilham um hype atrás do outro. Quando Jake Bugg pintou nos palcos em 2011 e lançando seu primeiro disco ano passado minha orelha ficou atenta ao talento do jovem cantor de 19 anos enquanto a outra ficou desconfiada, mas com o desejo de investigar mais. Seu segundo disco, Shangri La, veio confirmar seu talento inato e principalmente expor suas modestas referências como Johnny Cash e Jimy Hendrix, por exemplo. Jake Bugg esbanjou sua juventude no country, There's a Beast and We All Feed It, no rock, Slumville Sunrise e no folk, A Song About Love. Jake solta sua voz em suas músicas sem medo de desafinar ou parecer exagerado em sua disposição de riffar e dedilhar o rock baseado nos ensinamentos de seus mestres bem marcados nesse novo disco.
 

18. Cage The Elephant - Melophobia
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A capa deformada do terceiro disco do Cage The Elephant condiz com a estética distorcida e rebelde do disco. O grupo americano cria um ambiente ácido produzido por guitarras barulhentas que te obrigam a ficar sempre atento e insistem que você participe nas músicas nem que seja pra acompanhar com palminhas a bateria em Spiderhead. A faixa It's Just Forever que conta com a participação da Alison Mosshart do The Kills parece ter sido adaptada pra cantora se sentir a vontade pra cantá-la ao lado dos vocais delinquentes de Matthew Shultz. O Cage The Elephant fez um trabalho barulhento e eficiente no Melophobia fazendo 2013 vibrar um pouco mais. Além das faixas já citadas, destacam-se também: Come A Little Closer, Halo e Black Widow com surpreendentes metais dando o ar da graça lá no fundo.


17. Miles Kane - Don't Forget Who You Are
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Depois de formar a cobiçada banda The Last Shadow Puppets ao lado do Alex Turner (Arctic Monkeys), Miles Kane seguiu carreira solo sem nos deixar com saudades do seus anteriores projetos. Boa parte disso é devido ao ótimo Don't Forget Who You Are, segundo disco do cantor. Miles apresenta um rock enxuto, de riffs bem concentrados e impossíveis que vão se encaixam faixa à faixa não demorando muito para nos mover  a ação com a trinca Taking Over, Don't Forget Who You Are e Better Than Out. Miles não é bobo, e encaixa um contraponto com canções mais líricas como Out Of Control e Fire In My Heart, pra dar uma pincelada delicada no disco. Mas o ritmo roqueiro que impregna se faz presente em maior escala sendo responsável pela incontestável agitação.


16. Strangers - Close
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De cara digo: o Strangers fez o disco de synth pop que o Hurts não conseguiu fazer esse ano. A descrição na página do facebook da banda sobre eles rege apenas três palavras: dark synth pop. O característico teclado e sintetizador criam uma atmosfera obscura que vai sendo iluminada pelos vocais tendenciosos ao pop. A elétrica Fires contém sintetizadores inflamados que tomam a dianteira pra nos contagiar e encorajar a guitarra a dar o ar da graça formando uma new wave alucinante no final. Com vocais eufóricos e um refrão pegajoso a faixa é o triunfo do disco. Outros destaques do disco são as faixas: London Lights com um início amistoso que depois se transforma numa corrida contra o tempo com uma bateria eletrônica acelerada no final e a faixa No Longer Lost com um vocal soul feminino sendo remixado no meio da música. Close é facilmente um dos grandes discos do meio eletrônico desse ano!
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12 de dezembro de 2013

Melhores Discos de 2013 (25 - 21)

2013 foi o ano em que o Vanguart cantou o amor como ninguém. Seu disco Muito Mais Do Que Amor é muito amor! O trocadilho é bobo, mas o disco é muito amor mesmo. Foi também o ano da reabilitação do Franz Ferdinand. Ter nome no mercado não importa muito quando se faz um disco bonito como o do Ola Podrida nesse ano. O mix folk-rock-punk do Frank Turner não passou batido e mais uma vez a Camera Obscura nos agraciou com um simpático álbum.
  


25. Frank Turner - Tape Deck Heart
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Em 2013 o cantor britânico Frank Turner jogou todas as suas experiências do mundo da música em seu quinto disco, Tape Deck Heart. Quando você ouve a ventura de Recovery você não só percebe uma flechada pop, mas também uma certa revolta carregada na música. Com seu violão sempre elétrico o cantor faz um folk despojado em Losing Days e por esses caminhos eles se envereda fazendo canções estimulantes. As tags encontradas para o cantor aponta uma referência punk, que teima em vir mascarada no começo do disco, é declarada na faixa Four Simple Words onde o cantor, com um discurso inicial, nos deixa primeiro desinteressados pela música para logo depois nos acordar com sua euforia em três acordes. De maneira inteligente Frank Turner vai pontuando suas vivências do folk, do rock e do punk no decorrer do disco sem favorecimentos.


24. Vanguart - Muito Mais Do Que Amor
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Hélio Flanders e sua trupe encontrou no pop um terreno confortável para tocar o seu folk e pra falar de amor de uma forma mais lúcida e sincera. No seu terceiro disco, a banda criou uma textura homogênea recheada de baladas realçadas pela aura pop, desta vez, mais delineada pela banda. As letras elucidam o amor e ganham vida com melodias cheia de entusiasmo. A flechada certeira do disco é a faixa Estive que carrega na sua fórmula violão e violino animados como se estivessem encenando uma serenata em plena luz do dia. A estratégia para criar um disco conciso além de bonito foi lançar pilares que fossem capaz de suportar todo o sentimento estampado nas músicas sem diluí-lo em algo totalmente meloso. Um desses pilares é a faixa Sempre Que Estou Lá quando o Vanguart pede emprestado algumas notas do brega para introduzir uma música festiva e um tanto dançante. Nessa música você é levado a crer que a banda apenas reconta uma história do brega, mas não, alguns segundos depois você se dá conta de que é o Vanguart encontrando outra maneira de entoar o amor. (Nota retirada da resenha do disco.)


23. Ola Podrida - Ghosts Go Blind
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A Ola Podrida é mais uma banda, que assim com o The Dodos, é pouco badalada, mas que sabe fazer o dever de casa bem feito. Na ausência de holofotes a banda vai fazendo o rock permear em um produtivo terreno folk. Not Ready To Stop tem um efeito progressivo projetando as guitarras para um plano mais ativo onde a disposição delas é dada por riffs afinados que logo se transformam num turbilhão de notas. Um folk sensível com uma estima pop na baladinha cantada a dois, Fumbling For The Light, é outro motivo para aumentar nossa simpatia pelo disco. Em muito, a elegância de um folk detalhado e cantado com decoro nas faixas Staying In e Ghosts Go Blind nos inclina pra satisfação pra só senti-la por completo com a empolgante Speed Of Light.


22. Franz Ferdinand - Right Thoughts, Right Words, Right Action
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O Franz Ferdinand é mais uma dessas bandas de renome que procurou modificar os princípios que regiam seus trabalhos a fim de repaginar suas músicas. Esse objetivo se fez presente no perigoso Tonight (2009) onde a banda arriscava em possibilidades e tudo parecia está ao seu alcance com sua ambição. Seu quarto disco veio despregar o Franz Ferdinand de um plano escorregadio para colocá-lo num terreno mais consistente onde as possibilidades se transformaram em acertos como a roqueira Bullet. A distorção e um lado imperativo que orientavam os dois primeiros trabalhos do grupo aparecem mais amortecidas nesse disco, e agora, o grupo demonstra uma intimidade maior com o pop como na dançante Love Illumination. Em Right Thoughts, Right Words, Right Action, Alex Kapranos e companhia não se deram ao luxo de viajar pelo inusitado ou querer causar além da conta. Ao invés disso, foram mais objetivos e certeiros em meio a pequenas mudanças.


21. Camera Obscura - Desire Lines
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"Quem é rainha nunca perde sua majestade." Bom, a frase não é bem essa, mas em se tratando da Camera Obscura a adaptação é necessária para olhá-los como referência do indie/twee pop atual. O grupo escocês liderado pela vocalista Tracyanne Campbell lançou seu quinto disco de estúdio Desire Lines encoberto por uma candura e um véu pacífico onde qualquer perturbação ficou fora de cogitação. Repleto de melodias afáveis, o disco encanta pela delicadeza e inocência do vocais de Campbell, pela maciez da guitarra, pelo compasso sereno do baixo e bateria e um teclado pra confirmar o clima civilizado e harmônico do disco. Do It Again e Break It To You Gently são os hits chicletes sempre marcante em seus álbuns. Em Desire Lines a Camera Obscura aparece mais uma vez cheia de graça para a nossa alegria.
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