24 de julho de 2017

Música Café Indica: The Arctic Flow

A nova indicação aqui no blog atende pelo nome de The Arctic Flow, o projeto de um desconhecido homem chamado Brian Hancheck da Carolina do Sul, EUA.

O músico está constantemente produzindo coisa nova e isso já lhe rendeu uma carreira recheada de EPs, sete contabizados no Bandcamp, e dois discos cheios somente. O mais recente chama-se "Umbrella" lançado esse ano em 03 de Junho.

O The Arctic Flow traz pra nós uma sonoridade etérea e caseira baseada no dream-pop ou como seu próprio criador chama tweegaze, uma provável junção de twee pop com shoegaze. Pensando bem faz sentido chamar desse jeito pelo som flutuante que ele produz e pelo tom suave de sua voz que se incorpora bem aos arranjos.



"Umbrella" representa bem isso ao nos entregar músicas que remete a uma brisa refrescante, talvez quase gélida, percorrendo nossos ouvidos com aquele ruidosinho de guitarra no fundo. Confiram as faixas Crashing Waves, Umbrella, Nothing Left e As Long As You're Beside Me.

No Bandcamp encontram-se praticamente todo o material do The Arctic Flow pra ouvir. Não deixe de conferir aqui. Abaixo você escuta o disco "Umbrella" na íntegra.



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19 de abril de 2017

Música Café Indica: Rosemary Baby

Se você é desses, assim como eu, que se anima todo quando uma linha de metais surge no meio da música dando aquele up é bem provável que você goste de conhecer a banda de Portugal, Rosemary Baby.

O grupo natural de Lisboa liderado pelo vocalista Bruno Rosmaninho está na estrada desde 2012 com um EP lançado, The First Time (2013), e o primeiro disco cheio, "Timeless", só chegou esse ano cm 21 de Março.


Cantado todo em inglês, o disco logo de cara nos embala com uma dobradinha indie pop com direito a xilofone que chega a nos lembrar a banda russa Motorama, isso boa parte graças aos vocais de Bruno. O citado conjunto de metais com trombone, trompete e saxofone começam a interagir a partir da terceira faixa, I Can't Breathe, divertida e uma das melhores do disco, espalhando euforia em Two Jerks e Splashes na sequência.

Um jeitão roqueiro aparece na guitarra em Dangerous Imagination em contraste com a melancólica Wondering Clown. O teclado sempre muito participativo é outro atrativo no disco que aponta para uma pegada retrô sem forçar muito a barra.

Sem dúvidas, a Rosemary Baby faz um som divertido que se encaixa dentro daquilo que consideram como "indie rock", mas sem os clichês do estilo.



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10 de março de 2017

Música Café Indica: Tiny Hazard

Depois de um ano com algumas indicações tais como Kadhja Bonet, The Blessed Isles, Matt Bartram e Tiger Waves, vamos começar a seção Música Café Indica desse ano com uma debutante: a Tiny Hazard.

A banda de Brooklyn é um quinteto liderado pela vocalista Alena Spanger que traz na sua voz algumas similaridades com a Joanna Newsom e, a julgar pelo que conhecemos da Joanna, a Alena e companhia tem potencial para prender nossa atenção pelo seu som exótico.


O primeiro registro do grupo é um EP, homônimo, lançado ainda em 2012. O álbum cheio, "Greyland", só chegou em 24 de Fevereiro desse ano. Nele encontramos uma sonoridade que nos remete ao som experimental e psicodélico do Dirty Projectors. Aí temos mais um detalhe que aguça nossa curiosidade de conhecer o grupo.

Texturas e sobreposições sublinham o avant-pop que eles carregam em seu som junto aos vocais improvisados, quase teatrais, de Alena. Quem curte uma sonoridade experimental, mas que ainda soe pop pode gostar da Tiny Hazard.

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31 de outubro de 2016

Música Café Indica: Kadhja Bonet

"Pense em Joanna Newsome encontrando Janelle Monáe." Essa foi a melhor definição que encontrei na Internet sobre a cantora americana Kadhja Bonet, a nova indicação aqui no blog, que estreou esse ano com seu disco "The Visitor" de apenas oito faixas, mas de uma qualidade e tanto!

Kadhja tem como sua principal característica a sensibilidade de criar elos sutis entre sonoridades próximas ou distantes uma da outra, encaixando cada particularidade nos arranjos de forma equilibrada para possibilitar a percepção mais clara de suas inspirações.



Um exemplo disso é a segunda faixa do álbum, Honeycomb, que revela o jeito cauteloso como ela faz um jazz simples se misturar a um tom clássico ao fundo ou como uma linha psicodélica é introduzida no final da faixa-título de forma elegante sem soar um contraste acentuado. O encanto de sua voz vem refletir a essência soul que vem de dentro, mas de timbre amaciado, sem esbravejar um momento sequer, como destaca Gramma Honey.

Sua voz é o núcleo da harmonia entre os sons. A versatilidade com que ela se adequa a cada nota na composição dos arranjos permite uma união de elementos e sensações distintas dentro de um mesmo trabalho sem nos expor ao efeito da mudança. Saindo um pouco do jazz, soul, rnb, ela nos remete a um momento mais clássico no instrumental como Portrait Of Tracy e a última faixa do disco, Francisco.

Pra quem gosta de Joanna Newsome, Björk, Julia Holter, Norah Jones e, quem sabe Solange, deve experimentar ouvir a Kadhja Bonet com perspectiva de que pode encontrar coisa boa e refinada.

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24 de maio de 2016

Música Café Indica: The Blessed Isles

Um dos objetivos de boa parte dos blogs de músicas é indicar direta ou indiretamente uma banda que o autor do post curtiu bastante conhecer. A motivação não é simplesmente ter mais uma postagem no arquivo e sim o real desejo de compartilhar aquilo que achou bom e relevante. Assim o Música Café segue movimentando uma de suas colunas aqui no blog destinada a eventuais indicações. 

E falando nisso ai vai mais uma dica: o duo americano The Blessed Isles que lançou seu primeiro disco, "Straining Hard Against the Strength of Night", no finalzinho de Abril descarregando a maioria de suas influências em um único disco.



A The Blessed Isles é formada por Aaron Closson e Nolan Thies e segundo eles mesmos suas influências são Catherine Wheel, Slowdive, My Bloody Valentine, Lush, The Verve, The Cocteau Twins e Ride. Ouvido-os eu diria que principalmente influências da Lush e do Ride. Eles vem de um EP lançado em 2011 e somente agora lançam o disco cheio.

O resultado de todas essas influências é um dream-pop dialogando com o shoegaze de forma equilibrada com ambos falando a mesma língua. O tom etéreo fica presente nos vocais e em parte da melodia que é texturizada pela guitarras que dá a camada shoegaze. Há momentos em que um cede espaço ao outro a fim de exibir suas características de forma mais expressiva, como o contraste entre Chase Away The Sun e Touch, quando não estão trabalhando juntos criando um misto de emoções e reações nas músicas.

Um teclado surge para ajudar a confabular a atmosfera oitentista deixando o registro da banda ainda mais atraente. A banda saber ser barulhenta como em Caroline e suave como em Assumption. A The Blessed Isles é mais uma que se projeta na música com um belo disco de estréia. Quer conhecer?

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