Mostrando postagens com marcador Indicação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Indicação. Mostrar todas as postagens

19 de abril de 2017

Música Café Indica: Rosemary Baby

Se você é desses, assim como eu, que se anima todo quando uma linha de metais surge no meio da música dando aquele up é bem provável que você goste de conhecer a banda de Portugal, Rosemary Baby.

O grupo natural de Lisboa liderado pelo vocalista Bruno Rosmaninho está na estrada desde 2012 com um EP lançado, The First Time (2013), e o primeiro disco cheio, "Timeless", só chegou esse ano cm 21 de Março.


Cantado todo em inglês, o disco logo de cara nos embala com uma dobradinha indie pop com direito a xilofone que chega a nos lembrar a banda russa Motorama, isso boa parte graças aos vocais de Bruno. O citado conjunto de metais com trombone, trompete e saxofone começam a interagir a partir da terceira faixa, I Can't Breathe, divertida e uma das melhores do disco, espalhando euforia em Two Jerks e Splashes na sequência.

Um jeitão roqueiro aparece na guitarra em Dangerous Imagination em contraste com a melancólica Wondering Clown. O teclado sempre muito participativo é outro atrativo no disco que aponta para uma pegada retrô sem forçar muito a barra.

Sem dúvidas, a Rosemary Baby faz um som divertido que se encaixa dentro daquilo que consideram como "indie rock", mas sem os clichês do estilo.

LEIA MAIS

10 de março de 2017

Música Café Indica: Tiny Hazard

Depois de um ano com algumas indicações tais como Kadhja Bonet, The Blessed Isles, Matt Bartram e Tiger Waves, vamos começar a seção Música Café Indica desse ano com uma debutante: a Tiny Hazard.

A banda de Brooklyn é um quinteto liderado pela vocalista Alena Spanger que traz na sua voz algumas similaridades com a Joanna Newsom e, a julgar pelo que conhecemos da Joanna, a Alena e companhia tem potencial para prender nossa atenção pelo seu som exótico.


O primeiro registro do grupo é um EP, homônimo, lançado ainda em 2012. O álbum cheio, "Greyland", só chegou em 24 de Fevereiro desse ano. Nele encontramos uma sonoridade que nos remete ao som experimental e psicodélico do Dirty Projectors. Aí temos mais um detalhe que aguça nossa curiosidade de conhecer o grupo.

Texturas e sobreposições sublinham o avant-pop que eles carregam em seu som junto aos vocais improvisados, quase teatrais, de Alena. Quem curte uma sonoridade experimental, mas que ainda soe pop pode gostar da Tiny Hazard.

LEIA MAIS

31 de outubro de 2016

Música Café Indica: Kadhja Bonet

"Pense em Joanna Newsome encontrando Janelle Monáe." Essa foi a melhor definição que encontrei na Internet sobre a cantora americana Kadhja Bonet, a nova indicação aqui no blog, que estreou esse ano com seu disco "The Visitor" de apenas oito faixas, mas de uma qualidade e tanto!

Kadhja tem como sua principal característica a sensibilidade de criar elos sutis entre sonoridades próximas ou distantes uma da outra, encaixando cada particularidade nos arranjos de forma equilibrada para possibilitar a percepção mais clara de suas inspirações.



Um exemplo disso é a segunda faixa do álbum, Honeycomb, que revela o jeito cauteloso como ela faz um jazz simples se misturar a um tom clássico ao fundo ou como uma linha psicodélica é introduzida no final da faixa-título de forma elegante sem soar um contraste acentuado. O encanto de sua voz vem refletir a essência soul que vem de dentro, mas de timbre amaciado, sem esbravejar um momento sequer, como destaca Gramma Honey.

Sua voz é o núcleo da harmonia entre os sons. A versatilidade com que ela se adequa a cada nota na composição dos arranjos permite uma união de elementos e sensações distintas dentro de um mesmo trabalho sem nos expor ao efeito da mudança. Saindo um pouco do jazz, soul, rnb, ela nos remete a um momento mais clássico no instrumental como Portrait Of Tracy e a última faixa do disco, Francisco.

Pra quem gosta de Joanna Newsome, Björk, Julia Holter, Norah Jones e, quem sabe Solange, deve experimentar ouvir a Kadhja Bonet com perspectiva de que pode encontrar coisa boa e refinada.

LEIA MAIS

24 de maio de 2016

Música Café Indica: The Blessed Isles

Um dos objetivos de boa parte dos blogs de músicas é indicar direta ou indiretamente uma banda que o autor do post curtiu bastante conhecer. A motivação não é simplesmente ter mais uma postagem no arquivo e sim o real desejo de compartilhar aquilo que achou bom e relevante. Assim o Música Café segue movimentando uma de suas colunas aqui no blog destinada a eventuais indicações. 

E falando nisso ai vai mais uma dica: o duo americano The Blessed Isles que lançou seu primeiro disco, "Straining Hard Against the Strength of Night", no finalzinho de Abril descarregando a maioria de suas influências em um único disco.



A The Blessed Isles é formada por Aaron Closson e Nolan Thies e segundo eles mesmos suas influências são Catherine Wheel, Slowdive, My Bloody Valentine, Lush, The Verve, The Cocteau Twins e Ride. Ouvido-os eu diria que principalmente influências da Lush e do Ride. Eles vem de um EP lançado em 2011 e somente agora lançam o disco cheio.

O resultado de todas essas influências é um dream-pop dialogando com o shoegaze de forma equilibrada com ambos falando a mesma língua. O tom etéreo fica presente nos vocais e em parte da melodia que é texturizada pela guitarras que dá a camada shoegaze. Há momentos em que um cede espaço ao outro a fim de exibir suas características de forma mais expressiva, como o contraste entre Chase Away The Sun e Touch, quando não estão trabalhando juntos criando um misto de emoções e reações nas músicas.

Um teclado surge para ajudar a confabular a atmosfera oitentista deixando o registro da banda ainda mais atraente. A banda saber ser barulhenta como em Caroline e suave como em Assumption. A The Blessed Isles é mais uma que se projeta na música com um belo disco de estréia. Quer conhecer?

LEIA MAIS

23 de abril de 2016

Música Café Indica: Matt Bartram

O legal de garimpar bandas novas ou ditas desconhecidas é que em um momento ou outro você vai acabar descobrindo algo familiar. Um recente exemplo disso foi quando baixei o disco do Matt Bartram que, até então não conhecia, e fui verificar a procedência do rapaz após gostar bastante do trabalho. Daí acabei descobrindo que se trata do vocalista da banda inglesa Air Formation - banda não muito conhecida, mas que faz um bom trabalho com o shoegaze e dream-pop vide o álbum "Nothing To Wish For (Nothing To Lose)".

Matt Bartram lançou esse ano o quarto disco de sua carreira solo chamado "Moments Before", um registro de apenas oito faixas, mas suficientes para apresentar a boa mistura shoegaze, space rock e dream-pop produzida pelo músico.



O clima começa a se elevar ao espaço logo na faixa inicial, Dissolve. Em seguida vem Break It deixar uma aparência mais densa com vocais claustrofóbicos ao fundo enquanto guitarras e sintetizadores causam uma interferência ruidosa na melodia. O véu etéreo abalado nas faixas anteriores reaparece em Walls Around You onde Matt toma como referência seu primeiro disco, "Arundel" (2008), e a sonoridade proveniente do Air Formation.

Criativo, Matt parece criar duas melodias em Visualise, uma arranhada e linear estabelecida à frente, e outra com uma bela linha de baixo ao fundo que vão se entrelaçando até o final da faixa. A mudança de ambiente em decorrência da variação sonora faz com que mais uma vez o músico transcenda ao espaço com uma carga melancólica e corrosiva tanto em Never como em Half Of The Time. Mais uma prova disso é o contraste entre o som atmosférico de What Can We Do cheio de riffs cortantes e a leveza etérea da última faixa que encerra o registro, A Moment Before.

Vale a pena conhecer o trabalho solo do cara, principalmente se você já ouvir Air Formation e gosta de escutar um som levemente barulhento. Para tanto ouça o novo álbum na íntegra logo abaixo.


"Moments Before" foi lançado oficialmente em 29 de Janeiro.
LEIA MAIS