11 de maio de 2017

Resenha » British Sea Power - Let The Dancers Inherit The Party (2017)

O British Sea Power é uma dessas bandas que possuem uma trajetória sólida construida com o lançamento de bons discos sendo o debut, "The Decline Of Brisith Sea Power" (2003) e "Do You Like Rock Music?" (2008) duas belas referências do chamado post-punk revival. Não é à toa que quando se fala no estilo, a banda rapidamente é lembrada.

O peso e a densidade dos riffs seguiram ditando o ritmo desde o início dessa jornada há quatorze anos atrás. Esse ano o grupo britânico chegou ao sexto disco, "Let The Dancers Inherit The Party", mostrando a necessidade de passar por adaptações, mesmo que simplórias, sem despregar-se de importantes valores de sua formação.

Após uma introdução ligeira, o disco inicia com o single Bad Bohemian, uma música que retrata inspirações do passado como Echo And The Bunnymen e que soa perfeitamente bem nos dias atuais. Uma característica do British Sea Power é que a banda consegue fidelizar seus fãs com sua típica pegada robusta em seus riffs certeiros como vemos em International Space Station. Na sequência com What You're Doing e The Voice Of Ivy Lee percebemos um BSP se apegando ao um lado mais melódico com a perspectiva de soar mais pop. E conseguem!


Keep On Trying (Sechs Freunde) é outro carro-chefe do disco e o hit com refrão repetitivo feito pra grudar junto aos riffs tinindo na cabeça. Voltando um pouco para o lado obscuro, Electrical Kittens vem deixar o clima mais pesado enquanto Saint Jerome expõe uma revoltada que estava para surgir. Logo em seguida o British Sea Power nos coloca diante de uma faixa mais neutra, Praise For Whatever, e outra mais melancólica Want To Be Free.

Chegando no final do álbum, o grupo não perde o pique e encaixa mais riffs assertivos em Don't Let The Sun Get In The Way, mas depois encerra o disco de forma diferente numa balada mais lenta conduzida por um piano em Alone Piano.

Em suma "Let The Dancers Inherit The Party" destaca-se pelo equilíbrio naquilo que o British Sea Power sabe fazer de melhor aliando peso e velocidade com um aspecto melódico, por assim dizer mais pop, e talvez esse último quesito torne o disco ligeiramente diferente dos anteriores.



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